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A tendência para o século vinte e um é que a Eurábia e a China passem a se comportar de forma muito mais agressiva do que até agora. E o seu principal alvo será, sem dúvida, a África subsaariana. Isso por que ambas as potências têm a necessidade de um fluxo constante de recursos naturais, para que suas economias se mantenham em funcionamento.
China e Eurábia partilham de um mesmo caráter multinacional. A China é, em termos lingüisticos, mais homogênea. A etnia Han domina a maior parte dos postos de comando no Partido Comunista. Dessa, forma impôs sua supremacia sobre as quase duas dezenas de etnias minoritárias que foram submetidas ao estado chinês ao longo dos últimos séculos.
Por seu lado, a Eurábia é um estado multinacional em processo de formação. As duas etnias dominantes são a alemã e a francesa, que impõem cada vez mais aos demais povos as suas próprias características culturais, embora não o idioma: o amor à burocracia e ao controle estatal da atividade empresarial, a desconfiança em relação ao livre mercado e à competição. Junte-se a isso um arraigado sentimento antiamericano, no sentido estrito da palavra, não só de repulsa aos Estados Unidos mas também de repulsa a todas as nações da América.
Isso se explica pelo simples fato de que grande parte das riquezas do planeta está concentrada nas Américas. Tanto chineses quanto europeus ["eurabianos" é um neologismo que, por enquanto, não soa muito bem] percebem com clareza que uma América unificada é uma ameaça de pesadelo para seus interesses. Não somente por que a unificação americana resultaria no mais formidável concorrente das suas economias burocráticas, centralizadas e pouco ágeis. Mas também por resultar na criação de um poderoso oponente a seus planos de expansão sobre a África. Brasil e Estados Unidos têm consistentes políticas africanas há várias décadas, e são potências muito agressivas no campo da exploração mineral.
A escolha da capital da Europa foi mais ou menos pacífica, Bruxelas foi aceita por todos sem muitas reclamações. Mas como construir uma política externa européia? Os burocratas se viram perante um duplo dilema.
Em primeiro lugar, precisaram construir um denominador comum que pudesse ser aceito por todos os estados associados. Isso foi motivo de muitos desentendimentos, já que a própria história os separou ao longo dos séculos. Diferenças culturais, religiosas, lingüísticas, econômicas, tiveram que ser minimizadas. O único fator quanto ao qual praticamente todos concordaram foi a política ambiental, a “defesa da Natureza”. A preocupação ambiental sempre foi importante para um continente super-povoado, e de escassos recursos naturais. A proposta de uma agressiva política ambiental e de direitos humanos a nível mundial foi apoiada por todos os estados associados, como forma de criar uma marca diplomática européia.
Em segundo lugar, o mais importante. Como desenhar uma política externa que defenda agressivamente os interesses europeus, sem que ela pareça estar fazendo precisamente isso? Esse é um fator importante, pois a Europa vê a si própria como um estado multinacional em formação. Mais, como um novo estado espremido entre duas potências maiores e muito agressivas na defesa de seus próprios interesses, Estados Unidos e Rússia. Adicione-se a esse cenário o fato de que estados que antes eram vistos apenas como pouco mais que figurantes, passaram a desenvolver ações independentes e potencialmente ameaçadoras às empresas européias: Austrália, Brasil, Canadá, são exemplos evidentes.
Na luta pelo poder entre potências, duas linhas de ação devem ser seguidas simultaneamente: 1- aumentar o próprio poder de forma acelerada; e 2- impedir que o adversário, por seu lado, o faça em ritmo equivalente. A imposição de políticas ambientais se presta de forma maravilhosa para isso. Na hierarquia de adversários do poder europeu, os Três Grandes da América vêm em primeiro lugar. Justamente por isso a União Européia banca a histeria do aquecimento global.
O “combate ao aquecimento global”, sob a sombra do Protocolo de Kioto, é uma forma eficaz de retardar o ritmo acelerado de crescimento do Brasil [mineração e agroindustrialização da Amazônia, agroindústria altamente tecnificada no Centro-Sul], do Canadá [exploração das “oil sands“ do Canadá, a maior reserva de petróleo do planeta], e dos Estados Unidos [diminuição da atividade das indústrias biotecnológica, aeroespacial, e automobilística].
De quebra, é uma maneira de manter o Japão na defensiva, na medida em que os europeus encaram a China como uma potencial aliada contra a Rússia e os Estados Unidos. Da mesma forma, não lhes interessa uma Austrália e uma Nova Zelândia demasiadamente ativas na Oceania, ao norte, e na Antártida, ao sul.
A Europa, quando terminar a sua transformação em Eurábia, voltará às suas políticas agressivamente imperialistas de sempre. Elas apenas sofreram um hiato de cinqüenta e poucos anos, após a Segunda Guerra Mundial, que lhe permitiu acumular e multiplicar forças exponencialmente. Tenho certeza que suas primeiras campanhas abertamente expansionistas se darão primeiro na África, e depois na América do Sul.
Podemos esperar: as campanhas africanas se justificarão por ”emergências humanitárias“ e as sul-americanas por ”emergências ambientais”. As bases geográficas da expansão geopolítica e militar eurabiana já estão postas: serão os países islâmicos norte-africanos, de um lado do Atlântico; e o arco norte da América do Sul, unindo toda a área que vai da Guiana Francesa, no Atlântico, passa pela Farclândia bolivariana ao centro, e chega até o Equador, no Pacífico.
O único obstáculo encontrado por esses planos megalomaníacos tem sido a resistência encarniçada que os colombianos fazem contra as Farc, sob a liderança de Uribe e o apoio dos Estados Unidos. Mas isso não diminuirá a pressão européia. Grande parte das Ongs ambientalistas, é bom lembrar, têm financiamento europeu. E todas elas têm bases muito bem equipadas na Amazônia, fazendo mapeamentos e inventários “ambientais” há muitos anos. E com apoio do governo brasileiro.
Procurei registrar algumas idéias, nos posts 1 e 2 anteriores, que demonstram a existência de forças cósmicas, infinitamente mais poderosas que a da humanidade, a influenciarem e determinarem a dinâmica climática terrestre. Mas o objetivo dessa pequena série de quatro posts é relacionar o alarmismo climático com interesses geopolíticos definidos.
Não tenho dúvidas de que a histeria ambiental, que não por acaso teve origem na Europa, é uma das principais ferramentas geopolíticas européias em suas ambições expansionistas sobre recursos naturais de que não dispõe, e que lhe fazem tanta falta. O alarmismo climático, e principalmente o próprio Protocolo de Kioto, são instrumentos para tentar retardar o crescimento acelerado de potências que estão muito à frente da União Européia [Estados Unidos, Canadá, Coréia, Japão, e.g.]. Ou então de potências emergentes que possam representar obstáculo aos projetos hegemonistas europeus [Brasil, Austrália, China, Índia, e.g.].
A partir do fim da Guerra Fria houve um completo redesenho das estruturas internacionais de poder. Ao mesmo tempo que o coletivismo soviético morreu, tomou impulso a formação de um novo organismo multinacional, o Império Franco-Alemão. Embora os dois estados centrais tomem todo o cuidado para manter as aparências de uma fictícia "União Européia", a realidade crua é que apenas esses dois países retêm as rédeas do poder real dentro do monstro burocrático de pesadelo em que a Europa se transformou.
Só foi possível a realização desse projeto de unificação autoritária do subcontinente devido à acentuada decadência da Grã-Bretanha, em grande parte promovida de forma intencional pelas sucessivas gestões do Partido Trabalhista. Esse país, outrora a grande potência ocidental, foi entregue de mãos e pés atados à mercê de seus inimigos seculares, França e Alemanha pelos trabalhistas. Aquilo que os exércitos napoleônicos não conseguiram fazer nos séculos dezoito e dezenove, e que os exércitos prussianos não lograram no século vinte, foi feito pelas correntes socialistas do Labour, a partir de dentro: anexar a Grã-Bretanha à Europa, em posição de submissão.
O Império Britânico perdeu bruscamente sua importância mundial a partir da independência da Índia, da mesma forma que o Império Português se tornou mera ficção com a independência do Brasil, mais de um século antes. O mundo da segunda metade do século dezenove, sob a égide britânica, tinha uma única grande potência, era unipolar; e tornou-se bipolar com a ascenção de Estados Unidos e União Soviética a partir do final da Segunda Guerra Mundial. Tripolar, com a ascenção da China, a partir da década 1970.
Com o estabelecimento de um longo período de equilíbrio baseado no terror do holocausto nuclear, conhecido como Guerra Fria, a Europa passou a ser vista como pouco mais que um campo de batalha à disposição das superpotências. Não é de se admirar que as elites do poder européias tenham se agarrado à bóia de salvação criada pelo gaullismo, o estabelecimento paulatino, ao longo de décadas, de uma Europa sem fronteiras, simultaneamente anti-russa e anti-americana.
Depois de isolada e derrotada a Grã-Bretanha, o eixo de poder passou a ser exercida, de maneira formal, pelos estamentos burocráticos entronizados em Bruxelas. Mas o poder real está situado nos dois polos do eixo Paris-Berlim, e todos os países vassalos têm isso bem claro. A não-aceitação dessa realidade geopolítica resultaria na asfixia econômica das nações recalcitrantes.
Para tornar a unificação irreversível, os burocratas do novo Império precisaram quebrar a resistência das classes operárias nacionais, consideradas inassimiláveis ao projeto europeu pelas elites. Fizeram isso importando em massa trabalhadores não-qualificados dos países islâmicos, majoritariamente árabes. Os salários despencaram, lançando as classes operárias européias na pobreza, no desemprego e na dependência do estado de bem-estar social. Em suma, os brancos europeus pobres deixaram de contar como atores de relevo na arena política.
A saída para os trabalhadores especializados europeus tem sido já há vários anos, dez ou mais, a emigração em massa. Segundo estatísticas muito moderadas, a Grã-Bretanha perde cento e cinqüenta mil habitantes por ano para os polos tradicionais de atração, como Austrália, Canadá e Estados Unidos. Ele são substituídos por pelo menos duzentos a trezentos mil imigrantes anuais vindos dos países islâmicos. A Holanda perde oitenta mil para a emigração anualmente, a Alemanha mais de cem mil, e por aí vai.
Ao mesmo tempo, foi promovida uma agressiva revolução cultural anti-cristã, anti-nacionalista e ateísta. Ela foi dirigida de forma a acentuar o sentimento anti-americano nas nações da Europa ocidental, e o sentimento anti-russo nas da Europa oriental; e sobretudo, nas duas regiões, um virulento sentimento anti-sionista e anti-israelense, inoculado pela propaganda das elites encasteladas no estado e na mídia.
A primeira etapa da formação desse Leviatã multinacional foi a criação do Mercado Comum Europeu. A segunda, foi a derrubada das fronteiras entre os estados nacionais e o surgimento formal da União Européia. A terceira, já publicamente anunciada pela dupla Sarkozy-Merkel está em seu início: a implantação das bases da "União Mediterrânea", que unirá todos os estados europeus e árabes em um único, gigantesco organismo estatal multinacional. Daí vem a expressão já popularizada entre muitos analistas políticos: Eurábia.
As lideranças franco-alemãs vêm como principal obstáculo às suas aspirações hegemônicas e expansionistas o estado de Israel. Para elas, o terrorismo islâmico somente existe como resposta à "agressão" antiislâmica de três potência: Israel, Estados Unidos e Rússia. É evidente que a Eurábia [ainda] nada pode fazer contra os Estados Unidos e a Federação Russa. No entanto, ela pode fazer muito contra Israel [e faz].
A mais eficaz arma usada contra Israel é a sustentação, por parte da Eurábia, de bandos terroristas como Fatah, Hamas e Hezbollah. A situação explosiva de Gaza é a maior garantia de que Israel esteja sob incessante pressão, e que seu maior aliado, Estados Unidos, esteja a ser submetido a incessante desgaste internacional. Com a submissão de Israel ou, de preferência, sua destruição, a burocracia européia pode passar à fase seguinte de seu plano.
A Eurábia é muito pobre em recursos naturais, desde que façamos abstração do petróleo dos desertos árabes. Ela não tem condições mínimas, hoje, sequer de alimentar de forma sustentada sua população. A maior parte da produção de alimentos do planeta está concentrada nas mãos de apenas cinco países, nenhum deles europeu ou árabe: Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Rússia. A única fronteira agrícola ainda disponível fora desse restrito grupo é a África ao sul do Saara.
A Eurábia precisa se apossar com urgência dessa vasta região, antes que a China o faça. A ditadura chinesa vê como de fundamental importância, para sua própria sobrevivência, a capacidade de alimentar adequadamente uma população de um bilhão e duzentas mil pessoas. E ela fixou como viga-mestra de sua política externa para o século XXI a expansão acelerada sobre as terras férteis da savana africana.
Além disso, a China tem uma enorme reserva de recursos minerais à sua disposição, desde que consiga manter a ocupação do Tibet. A Eurábia, por outro lado, precisa importar todos os minérios e metais de que suas indústrias precisam. Novamente, a Eurábia necessita desesperadamente dos recursos minerais africanos. Sua única alternativa é a instalação de governos títeres em um possível Quebec independente, ao norte; e na Amazônia, ao sul. Ou então a invasão militar pura e simples.
Lembremos que a França jamais concedeu independência à Guiana. E também que ela jamais abriu mão de sua reivindicação já secular à margem norte do rio Amazonas, o que compreenderia a expansão de sua soberania sobre o estado brasileiro do Amapá [que já foi colônia francesa, não por acaso]. A úrábia tem grande simpatia pelas FARC e pelo ELN colombianos, e também pelo MST brasileiro, que são vistos como grupos anti-americanos e pró-europeus.
Recente estudo da Nasa demonstra que quinze por cento [ou mais] da poluição atmosférica da América do Norte tem origem nos países asiáticos. O principal vilão é a China, o maior poluidor do planeta. Essa pesquisa, de resultados inesperados, surgiu do uso de uma rede de satélites de monitoramento que foi criada para monitorar a propagação de pandemias humanas e animais através do globo.
A rápida expansão industrial chinesa, e a ausência de uma sociedade democrática, resultaram em uma destruição ambiental sem precedentes em qualquer outro lugar da Terra. Para sustentar a urbanização explosiva da população, a ditadura chinesa promoveu a derrubada acelerada de florestas e a drenagem de vastas áreas úmidas, como várzeas, brejos e pântanos.
Além disso, o Império do Meio importa centenas de milhões de toneladas de produtos agrícolas anualmente, principalmente dos maiores produtores mundiais de alimento: Brasil, Canadá, Estados Unidos, Austrália. Por seu lado, isso também acelera a super-exploração de vastas áreas de solo fértil nesses países, o que propaga geometricamente a devastação dos recursos naturais.
A poluição atmosférica chinesa [e também a japonesa, a coreana, a vietnamita, a indonésia, ...] é transportada pelos ventos na direção leste e, após cruzar o Pacífico, se precipita sobre o continente americano. Isso causa tremendo impacto ambiental, que vai da chuva ácida ao favorecimento de uma explosão de fungos mortais para as florestas do Novo Mundo.
Esses são dados preliminares, mas as perspectivas são muito ruins. Teme-se que o impacto asiático sobre o ambiente americano seja muito maior que esses estimados quinze por cento. Por motivos diplomáticos evidentes, essas descobertas têm recebido uma discretíssima divulgação por parte da Nasa, que está temerosa de uma possível reação agressiva por parte dos mandarins de Pequim.
NASA satellite measures pollution from east Asia to North America
O geofísico Milutan Milankovic descobriu e descreveu em detalhe a matemática dos movimentos planetários cíclicos que, combinados à atividade solar, determinam a alternância das idades de calor e de gelo atravessadas pela Terra. Ele propôs a existência de ciclos de cem mil anos de idades glaciais, interrompidos por breves e transitórios períodos de calor. No momento, vivemos no final de um desses períodos transitórios de calor, ao menos matematicamente. Que virá uma nova Idade Glacial de cem mil anos é uma certeza, e não uma possibilidade; acontece apenas que nosso conhecimento atual não nos permite a previsão exata de quando ela começará.
A Idade do Gelo de cem mil anos não é, na verdade, um todo contínuo e homogêneo. Da mesma forma, os períodos intermediários de calor também não o são. Uma grande idade glacial apresenta uma quantidade variável de períodos de aquecimento. Um período de aquecimento também apresenta episódios intercalados de esfriamento. O que se sabe com certeza a respeito de datas de início e fim desses fenômenos é muito pouco, infelizmente. As "pequenas idades do gelo" podem durar séculos, e mesmo assim são muito menos danosas à atividade humana do que as "verdadeiras" Idades do Gelo, aquelas cujos ciclos duram mais de cem mil anos.
O Sol lança quantidades fantásticas de energia em direção à Terra. Eventualmente, essa energia alcança tamanha intensidade que chega a afetar toda a estrutura de comunicações, não raro danificando satélites e ameaçando a vida de astronautas que estejam no espaço naquele momento.
Esses picos de atividade solar são visíveis a partir da Terra, através de telescópios solares, e se apresentam ao observador na forma de manchas solares, que nada mais são que gigantescas labaredas lançadas pela estrela em nossa direção. Quanto mais intensas e ativas as manchas solares, maior se torna a beleza das auroras boreais e austrais.
A atividade das manchas solares é regular e cíclica, portanto grosseiramente previsível. Os geofísicos e astrônomos as chamam de Ciclos de Schwabe. Esses ciclos acontecem em um intervalo médio de onze anos, e são responsáveis por um recente período de esfriamento terrestre que durou de 1940 a 1970. Atualmente, estamos atravessando um período de intensa atividade solar, o que explica a subida de quase um grau centígrado na temperatura média planetária.
É interessante reparar que esses ciclos não começam ou acabam de forma vagarosa. Ao contrário, o início e o final deles ocorrem de forma muito brusca, e muitas vezes absolutamente inesperada. E isso tem os mais variados impactos sobre os negócios humanos, mesmo sobre a Geopolítica.
Um exemplo geopolítico: a Alemanha optou pela invasão da Rússia, na Segunda Guerra Mundial, contando com uma história climática européia de sucessivos invernos muito amenos. O Estado-Maior alemão esperava uma queda rápida da Rússia, ainda no outono; mas mesmo a chegada do inverno não representaria um problema insuperável. Não foi o que aconteceu, pois a atividade solar diminuiu radical e bruscamente. Como resultado disso, as melhores unidades do exército alemão foram totalmente destruídas, pelo frio e pelos contra-ataques russos. A partir daí, a Alemanha não mais recuperou sua plena capacidade bélica, e precisou se conformar a uma guerra defensiva até a derrota final.
Na maior parte do tempo, no entanto, a energia do Sol mantém o planeta suficientemente aquecido para que a vida se mantenha e desenvolva. O calor é mantido no planeta a partir do efeito estufa, que nada mais é que a capacidade da Terra de aprisionar dentro de sua atmosfera e sua hidrosfera parte da energia solar. Sem esse efeito estufa, a vida seria impossível. Não haveria mais uma biosfera, mas apenas uma estéril criosfera, ou esfera de frio. Isso é conhecido como a Hipótese da Terra-Bola-de-Neve: o clima tenderia a esfriar por longos períodos, centenas de milhares de anos, e se tornaria tão gelada que a vida seria impossível.
Tendo tamanha incerteza climática em vista, há países que já estão trabalhando de forma acelerada na preparação de planos de contingência e de defesa civil que tomam como possibilidade real e iminente o começo de um período de esfriamento global, que pode ser uma grande ou pequena idade do gelo. São aqueles países que, por estarem situados em altas latitudes, serão severamente atingidos pela glaciação ou mesmo por qualquer período de simples esfriamento: Rússia, Canadá, Finlândia, Noruega. Esses estados, não por acaso, perdem pouco tempo com o terrorismo climático propagado pela Igreja do Aquecimento Global™.
O Japão está investindo de forma acelerada e consistente na robotização de sua força de trabalho. Ao contrário de muitos países ocidentais, que preferem importar trabalhadores baratos e não-qualificados do terceiro mundo, com todos os problemas culturais e políticos que isso acarreta, o Japão decidiu fabricar seus próprios trabalhadores.
Os japoneses optaram há muito pela sobrevivência de sua cultura, e vêm o afluxo descontrolado de imigrantes como uma questão de segurança nacional. Sendo assim, muitas funções que exigem pequena qualificação já estão recebendo os primeiros trabalhadores artificiais. E com enorme sucesso.
http://www.usatoday.com/tech/news/robotics/2008-03-01-robots_N.htm
Título estranho, não? Afinal, quando se fala em Clima pensa-se imediatamente em Climatologia, Física Atmosférica e Geografia Física, não em Geopolítica. O que terá ela, a Geopolítica, a ver com o "aquecimento global"?
Na verdade, muito. Antes de mais nada, por que o propalado processo de "aquecimento global", principalmente aquele supostamente induzido pela ação humana, simplesmente não existe. Na verdade, nós vivemos no mais frio intervalo da história do planeta Terra ao longo dos últimos dois milhões de anos. Nos sessenta e três milhões de anos que precederam o Quaternário, o período geológico em que vivemos, a temperatura terrestre foi muito mais quente do que a atual.
A Igreja do Aquecimento Global™, tal qual fundada por seu maior profeta, Al Gore, defende a idéia de que a atividade humana é a responsável pelo aquecimento "nunca visto" do planeta. Ora, lembremos que a civilização urbana mais remota de que se tem notícia surgiu há meros quinze mil anos antes do presente, e que antes disso a Terra era muito mais quente que hoje, não mais fria.
Surpreendentemente, o surgimento da civilização humana com as suas primeiras conquistas [invenção da agricultura e da escrita, a domesticação do cão, do cavalo, da ovelha, da cabra, da vaca, ...] ocorreu apenas depois que a última Idade do Gelo terminou, dezoito mil anos atrás. O aquecimento global possibilitou o surgimento da Humanidade moderna e das sucessivas ondas civilizatórias que ela atravessou até nossos dias. Mesmo depois do primeiro degelo, houve períodos de regressão climática que são conhecidos como "pequenas idades do gelo", mas depois de um prazo relativamente curto o clima voltou a esquentar.
É importante repetir: vivemos num período de clima frio, se levarmos em conta o registro histórico-geológico planetário. Mais que isso: nossos planetas irmãos, Vênus e Marte, apresentam as mesmas oscilações climáticas vividas pela Terra. Isso demonstra que a força principal a governar os climas planetários é, principalmente, extra-planetária: a estrela mais próxima. Em uma palavra, o Sol.
O Sol não é um astro uniforme e constantemente quente e brilhante. Na verdade ele pulsa, como se fosse o gigantesco coração do sistema que o acompanha pelo espaço. Ele atravessa fases de muita e de pouca atividade, de maior e de menor emissão de calor. Uma grande quantidade de manchas solares significa muita atividade solar, e conseqüentemente mais calor enviado em direção à Terra.
Por seu lado, a Terra atravessa períodos igualmente cíclicos e regulares de oscilação orbital. A combinação desses dois grupos de fenômenos, solares e terrestres, foi batizada como "Ciclos de Milankovic", em homenagem ao geofísico e engenheiro sérvio que os descobriu, Milutin Milankovic [1879-1958]. Eles são responsáveis pela alternância de períodos quentes e glaciais, de idades de calor e de gelo.
Um estudo foi publicado online dia 25 de outubro no journal Science, por uma equipe multidisciplinar que reuniu pesquisadores da Universidade da California-Davis, Universidade Católica de Leuven, e Universidade de Exeter.
A pesquisa provou que, ao contrário do que se pensava anteriormente, a erosão dos solos não contribui para o aquecimento global. Na verdade, a erosão contribui para o seqüestro do carbono, um dos principais responsáveis pelo incremento do efeito-estufa.
As pesquisas devem continuar, asseverou o líder da equipe, Kristof Van Oost [Universidade Católica de Leuven]. Segundo ele, a erosão dos solos é responsável pelo seqüestro de 1.5% das emissões globais de carbono causadas pela queima de combustíveis fósseis.
http://www.networlddirectory.com/blogs/permalinks/10-2007/soil-erosion-and-global-warming.html
A principal fraqueza estratégica das democracias ocidentais é sua dependência energética em relação aos depósitos de petróleo controlados pelas autocracias da Ásia Menor. Tendo isso em conta, o atual governo dos Estados Unidos estabeleceu um planejamento que visa a transição da economia movida a petróleo para uma economia multi-matriz, com forte ênfase no uso do Hidrogênio.
A programação estratégica do governo Bush define que, numa perspectiva conservadora, a matriz energética do país tenha completado plenamente a transição rumo ao Hidrogênio no ano 2050. Estabelece ainda que até no máximo 2037, talvez antes disso, os setores vitais da economia já sejam dependentes apenas do Hidrogênio, ou de uma matriz alternativa mista que tenha o Hidrogênio como componente principal.
Até agora, no entanto, não havia sido feito um cálculo preciso do consumo de água que tal transição acarretará. Michael Weber, diretor associado do Centro de Política Ambiental e Energética da Universidade do Texas [Austin], acaba de publicar uma estimativa a respeito. Segundo seu estudo, a economia americana demandará no período de transição [~2037], o uso de uma média estimada de 60 bilhões de quilogramas de hidrogênio por ano.
Como o Hidrogênio é gerado a partir da água, isso significará o consumo de 170 trilhões de litros de água por ano, o que, no cálculo mais pessimista, representará o dobro do consumo de água das termoelétricas em funcionamento hoje. O cálculo foi feito levando em conta a produção de Hidrogênio pelo processo de eletrólise, que ainda é pouco eficiente.
O autor propõe que verbas adicionais sejam destinadas à pesquisa de métodos mais eficientes de produção de energia a partir da água, o que tornaria a produção muito mais racional e barata [ver notícia].
As implicações geopolíticas mundiais da transição para uma economia movida a Hidrogênio são enormes. Os países com maiores reservas de água doce se tornarão auto-suficientes em energia quase que do dia para a noite. As riquíssimas plutocracias árabes perderão grande parte de suas receitas, e dependerão exclusivamente do fornecimento de óleo para a Europa e para a China.
Os futuros gigantes da energia serão aqueles países com maiores reservas de água doce:
Brasil - bacias do Amazonas e do Paraná;
Canadá - bacia do São Lourenço e bacias lacustres [Grandes Lagos e dezenas de milhares de lagos menores];
Estados Unidos - bacia dos Grandes Lagos e do do Mssissipi;
Rússia - bacias lacustres e fluviais, principalmente na Sibéria.
A Europa estaria numa situação bem pouco confortável. O único país com grandes reservas de água doce não comprometidas com o abastecimento humano e animal é a Finlândia. As grandes potências européias historicamente dominantes ou são semi-áridas, como a Espanha, ou têm a totalidade de seus recursos hídricos comprometidos com uma grande população, como Alemanha, França e Reino Unido.
A distribuição internacional de poder sofrerá realinhamentos imprevisíveis, e pode-se esperar que a Europa e a China se tornem potências militarmente agressivas em relação à Ásia Menor e, principalmente, à África.
Não se pode deixar de notar, ainda, o vagaroso mas muito vigoroso fluxo migratório árabe e muçulmano em direção à Europa, incentivado pelas elites árabes, o que torna o quadro geopolítico mais complexo ainda.
Esse quadro também explica a disfarçada e vigorosa campanha européia, que já dura décadas, propondo a internacionalização da Amazônia. Os principais e mais vocais proponentes dessa idéia são França e Suécia, mas ela serve também aos interesses da grande usina de força européia, a Alemanha.
Uma das regiões mais bonitas do estado de São Paulo é a do Circuito das Águas.
As cidades são de colonização recente, século dezenove, e se espalharam por essas baixas montanhas da Mantiqueira ocidental trazidas pela onda verde do café.
Os pioneiros da região, descendentes de portugueses, se estabeleceram como produtores rurais para fornecer mantimentos para os viajantes que demandavam as minas de ouro de Minas Gerais e Goiás.
Quando o café se espalhou por essa parte de São Paulo, a partir da década de 1850, já encontrou essa população local. No entanto, poucos desses sitiantes se interessaram pelo trabalho assalariado nos cafezais dos maiores fazendeiros. Esses, não tinham como opção o uso de mão-de-obra escrava, muito cara devido à proibição do tráfico.
A solução foi trazer trabalhadores europeus, principalmente italianos. A maior parte deles veio do norte da península, incessantemente sacudida pelas guerras de unificação. Seus descendentes em breve conseguiram comprar terras, e se estabeleceram como sitiantes.
As pequenas vilas foram se transformando em centros comerciais e de serviços que deram origem às cidades atuais. Com a produção de café, surgiu a necessidade de transporte, o que trouxe trabalhadores para a construção da ferrovia, principalmente portugueses e espanhóis.
Foi essa a base da população regional, que se completou com a chegada de holandeses no final da década de 1940. Eles se estabeleceram na Fazenda Ribeirão, em Jaguariúna, que cerca de quarenta anos depois ganhou autonomia na forma da cidade de Holambra.
Hoje, a configuração oficialmente delimitada pelo governo estadual para o Circuito das Águas se estende de Holambra, a oeste, até Águas de Lindóia, a leste.