Por que a leitura é um hábito tão estranho à cultura brasileira atual? Não me parece que a velha desculpa de que os livros são muito caros seja explicação suficiente. O preço dos livros é decorrência da falta de procura da mercadoria, não o contrário.
Já houve tempos em que se lia muito mais. E eram tempos em que as livrarias eram muito raras, que os lançamentos eram espaçados e de gosto duvidoso. Isso para não falar de traduções de qualidade discutível. Algumas até mesmo mudavam o sentido das frases ou de histórias inteiras. E os autores brasileiros? Sempre confundindo ser “escritor“ com ser “intelectual“... [argh!]
Mesmo assim, lia-se muito.
A introdução da televisão me parece a resposta. Não o veículo apenas, mas o tipo de desarranjo [desencanto?] que produziu na própria vida diária. Duas tendências foram acentuadas pela TV, o hábito das novelas e a exposição excessiva à música.
As novelas não foram de forma alguma uma criação da TV, elas já existiam no rádio. Aliás, antes do rádio elas floresceram nos jornais do século dezenove. O que as emissoras de televisão conseguiram fazer foi transformá-las em um vício dotado de respeitabilidade. Antes, eram apenas um derivativo, um divertimento inocente. Foram transformadas em algo muito próximo da dependência química.
Da mesma forma, a exposição excessiva e obrigatória à música foi uma potencialização do que já havia no rádio há décadas. Mais ainda que as novelas, a música vai se transformando em uma espécie de muralha que separa as pessoas umas das outras, e que as isola do ambiente em que vivem.
O resultado, em um caso e no outro, foi a morte do silêncio e da leitura.
A Itália é um dos países europeus mais procurados por imigrantes ilegais, devido à sua proximidade das costas africanas. Grande parte dos ilegais vem das regiões mais pobres, ainda tribais, da África subsaariana. Segundo notícias publicadas nesse domingo, muitos deles são escravizados por fazendeiros do sul italiano, principalmente Sicília e Calábria. Espera-se pronunciamento do governo europeu em Bruxelas.
A falta de pão subsidiado para os pobres causa motins e mortes no Egito. O governo determinou que o Exército passe a produzir pão para distribuição imediata. Há várias décadas que as massas de pobres egípcios têm transportes e parte da alimentação fornecidos abaixo do preço de custo pelo estado. A alternativa seria voltar às selvagens epidemias de fome registradas na própria Bíblia.
Chega-se a ficar quatro horas ou mais nas filas, sob o sol assassino do deserto, para conseguir comprar um pão vindo das padarias estatais, que é vendido a pouco mais que um centavo de real cada. Repetindo: R$ 0.01 cada pão. Ao menos seis pessoas já morreram: duas esfaqueadas enquanto lutavam pelo seu pão, e quatro de insolação.
A compra de trigo no mercado internacional deixaria o Egito dependente dos três grandes produtores: Australia, Estados Unidos ou Rússia. Isso não corresponde aos interesses europeus. Portanto, podemos esperar que os burocratas de Bruxelas passem a fornecer trigo subsidiado [e pago pelos contribuintes europeus] ao governo do Cairo.
A tendência para o século vinte e um é que a Eurábia e a China passem a se comportar de forma muito mais agressiva do que até agora. E o seu principal alvo será, sem dúvida, a África subsaariana. Isso por que ambas as potências têm a necessidade de um fluxo constante de recursos naturais, para que suas economias se mantenham em funcionamento.
China e Eurábia partilham de um mesmo caráter multinacional. A China é, em termos lingüisticos, mais homogênea. A etnia Han domina a maior parte dos postos de comando no Partido Comunista. Dessa, forma impôs sua supremacia sobre as quase duas dezenas de etnias minoritárias que foram submetidas ao estado chinês ao longo dos últimos séculos.
Por seu lado, a Eurábia é um estado multinacional em processo de formação. As duas etnias dominantes são a alemã e a francesa, que impõem cada vez mais aos demais povos as suas próprias características culturais, embora não o idioma: o amor à burocracia e ao controle estatal da atividade empresarial, a desconfiança em relação ao livre mercado e à competição. Junte-se a isso um arraigado sentimento antiamericano, no sentido estrito da palavra, não só de repulsa aos Estados Unidos mas também de repulsa a todas as nações da América.
Isso se explica pelo simples fato de que grande parte das riquezas do planeta está concentrada nas Américas. Tanto chineses quanto europeus ["eurabianos" é um neologismo que, por enquanto, não soa muito bem] percebem com clareza que uma América unificada é uma ameaça de pesadelo para seus interesses. Não somente por que a unificação americana resultaria no mais formidável concorrente das suas economias burocráticas, centralizadas e pouco ágeis. Mas também por resultar na criação de um poderoso oponente a seus planos de expansão sobre a África. Brasil e Estados Unidos têm consistentes políticas africanas há várias décadas, e são potências muito agressivas no campo da exploração mineral.
A escolha da capital da Europa foi mais ou menos pacífica, Bruxelas foi aceita por todos sem muitas reclamações. Mas como construir uma política externa européia? Os burocratas se viram perante um duplo dilema.
Em primeiro lugar, precisaram construir um denominador comum que pudesse ser aceito por todos os estados associados. Isso foi motivo de muitos desentendimentos, já que a própria história os separou ao longo dos séculos. Diferenças culturais, religiosas, lingüísticas, econômicas, tiveram que ser minimizadas. O único fator quanto ao qual praticamente todos concordaram foi a política ambiental, a “defesa da Natureza”. A preocupação ambiental sempre foi importante para um continente super-povoado, e de escassos recursos naturais. A proposta de uma agressiva política ambiental e de direitos humanos a nível mundial foi apoiada por todos os estados associados, como forma de criar uma marca diplomática européia.
Em segundo lugar, o mais importante. Como desenhar uma política externa que defenda agressivamente os interesses europeus, sem que ela pareça estar fazendo precisamente isso? Esse é um fator importante, pois a Europa vê a si própria como um estado multinacional em formação. Mais, como um novo estado espremido entre duas potências maiores e muito agressivas na defesa de seus próprios interesses, Estados Unidos e Rússia. Adicione-se a esse cenário o fato de que estados que antes eram vistos apenas como pouco mais que figurantes, passaram a desenvolver ações independentes e potencialmente ameaçadoras às empresas européias: Austrália, Brasil, Canadá, são exemplos evidentes.
Na luta pelo poder entre potências, duas linhas de ação devem ser seguidas simultaneamente: 1- aumentar o próprio poder de forma acelerada; e 2- impedir que o adversário, por seu lado, o faça em ritmo equivalente. A imposição de políticas ambientais se presta de forma maravilhosa para isso. Na hierarquia de adversários do poder europeu, os Três Grandes da América vêm em primeiro lugar. Justamente por isso a União Européia banca a histeria do aquecimento global.
O “combate ao aquecimento global”, sob a sombra do Protocolo de Kioto, é uma forma eficaz de retardar o ritmo acelerado de crescimento do Brasil [mineração e agroindustrialização da Amazônia, agroindústria altamente tecnificada no Centro-Sul], do Canadá [exploração das “oil sands“ do Canadá, a maior reserva de petróleo do planeta], e dos Estados Unidos [diminuição da atividade das indústrias biotecnológica, aeroespacial, e automobilística].
De quebra, é uma maneira de manter o Japão na defensiva, na medida em que os europeus encaram a China como uma potencial aliada contra a Rússia e os Estados Unidos. Da mesma forma, não lhes interessa uma Austrália e uma Nova Zelândia demasiadamente ativas na Oceania, ao norte, e na Antártida, ao sul.
A Europa, quando terminar a sua transformação em Eurábia, voltará às suas políticas agressivamente imperialistas de sempre. Elas apenas sofreram um hiato de cinqüenta e poucos anos, após a Segunda Guerra Mundial, que lhe permitiu acumular e multiplicar forças exponencialmente. Tenho certeza que suas primeiras campanhas abertamente expansionistas se darão primeiro na África, e depois na América do Sul.
Podemos esperar: as campanhas africanas se justificarão por ”emergências humanitárias“ e as sul-americanas por ”emergências ambientais”. As bases geográficas da expansão geopolítica e militar eurabiana já estão postas: serão os países islâmicos norte-africanos, de um lado do Atlântico; e o arco norte da América do Sul, unindo toda a área que vai da Guiana Francesa, no Atlântico, passa pela Farclândia bolivariana ao centro, e chega até o Equador, no Pacífico.
O único obstáculo encontrado por esses planos megalomaníacos tem sido a resistência encarniçada que os colombianos fazem contra as Farc, sob a liderança de Uribe e o apoio dos Estados Unidos. Mas isso não diminuirá a pressão européia. Grande parte das Ongs ambientalistas, é bom lembrar, têm financiamento europeu. E todas elas têm bases muito bem equipadas na Amazônia, fazendo mapeamentos e inventários “ambientais” há muitos anos. E com apoio do governo brasileiro.
Se ainda fosse necessário um monumento à patologia burocrática e politicamente correta do Partido Trabalhista britânico, ele já existe. Rogers Jean-Baptiste nasceu em Santa Lúcia, mas foi cedo para a Inglaterra. Atleta várias vezes premiado, alistou-se no Exército britânico.
Seis meses depois, foi despachado para a guerra no Iraque. Serviu com mérito em Basrah, e foi voluntário para mais um tour. Novamente elogiado e recomendado pelos superiores, foi promovido por merecimento a Lance Corporal.
Deu baixa com distinção, e alistou-se na força policial assim que voltou à Inglaterra. Foi ferido no cumprimento do dever. Anos atrás, ele havia requerido a cidadania britânica. Ela foi negada essa semana.
O motivo alegado pelo Ministério do Interior: no mesmo dia em que ele deu entrada ao pedido, o Exército o despachou para a Alemanha para que ele recebesse a preparação final para o desembarque no Iraque. Como no dia em que assinou o pedido, ele saiu do país, as regras do Ministério foram violadas: ele precisaria ter terminado o dia ainda em território britânico. Ele estava com o uniforme britânico, portando armamento britânico, em uma base britânica. Mas fora da Grã-Bretanha.
Para o Ministério, portanto, ele não merece a cidadania britânica. Magnânimos, os trabalhistas deram-lhe uma nova chance: se ele ainda tiver interesse, poderá esperar até 2011, e candidatar-se novamente.
A resposta de Jean-Baptiste: essa recusa foi a mesma coisa que um tapa na cara.
'Refusal is a slap in the face'
A crise em Darfur continua longe de uma solução. No princípio era um processo de limpeza religiosa movida pela ditadura islâmica contra cristãos e animistas. Agora, transformou-se num processo de limpeza étnica movido contra algumas das tribos que já haviam se convertido ao islamismo.
Os refugiados parecem ser mal recebidos nos países islâmicos, quase todos árabes. Segundo os próprios refugiados, o motivo é claramente o racismo árabe contra os negros. Muitos deles são obrigados a procurar abrigo, suprema ironia, em Israel, onde são bem recebidos e protegidos.
Muitos estão recomeçando suas vidas usando incentivos do governo israelense, e a proteção de associações religiosas judaicas e cristãs. Isso mostra que o conflito árabe-israelense tem nuances nem mesmo suspeitadas pela medíocre imprensa brasileira, e também pela internacional. Apenas na blogosfera circulam informações como essa, prontamente censuradas pelas redações da autodenominada "grande imprensa".
A IBM foi mais uma vez acusada de ajudar os nazistas no genocídio dos judeus europeus. A companhia, líder há décadas no gerenciamento e processamento de dados, reconhecidamente enviou máquinas e promoveu cursos de treinamento de funcionários alemães. Esses mesmos funcionários gerenciaram e tecnificaram a captura e o extermínio de milhões de judeus nos campos de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial.
O assunto já era comentado há muito tempo na comunidade de informação, mas voltou agora à baila durante um debate realizado na Câmara de Representantes dos Estados Unidos. Chris Smith, deputado republicano eleito por New Jersey, lembrou que a IBM indiretamente colaborou no Holocausto. "Vocês já se perguntaram por quê a Gestapo sempre tinha aqueles apurados registros de onde os judeus viviam ? Porque a IBM os possibilitou."
Nos dias de hoje, segundo ele, outras companhias de tecnologia colaboram com regimes ditatoriais e obscurantistas, como China e Arábia Saudita. De fato, algumas empresas já foram flagradas ao entregar dados pessoais de internautas à polícia política de várias ditaduras. Google, Microsoft, Yahoo! e Cisco já foram publicamente denunciadas pela sua política de colaboração com várias tiranias islâmicas e, principalmente, com a China.
O representante [deputado] Smith apresentou um projeto de lei, o Ato da Liberdade Global Online, que punirá empresas americanas de tecnologia que venham a colaborar com regimes repressivos.
Notícias vindas do coração do império islâmico dão conta de um fenômeno surpreendente. Missionários ocidentais, agindo clandestinamente no Iran, estão convertendo ao Cristianismo um número cada vez maior de muçulmanos xiitas.
Grande parte dos conversos é constituída de jovens de menos de trinta anos. Eles são as principais vítimas do reacionarismo cultural da ditadura dos aiatolás, e anseiam por medidas de liberalização que são prometidas há décadas, mas jamais implementadas.
Desiludidos não somente com seu próprio governo, mas também por uma Europa que prefere manter boas relações com a ditadura, eles passaram a se voltar para as igrejas cristãs. Elas oferecem a eles não somente uma visão de liberdade e modernidade, mas também novas formas de organização. A resistência antiislâmica passou a se organizar em pequenas células, baseadas em grupos de oração e adoração.
O combate ås conversões está em mãos da polícia secreta da teocracia. Mas, cada vez mais, ela é uma força efetiva apenas nas regiões mais rurais e atrasadas do país. As aldeias são controladas com mão-de-ferro pela casta sacerdotal, que impõe as leis emanadas do coração do poder.
O Cristianismo é uma força que assusta a ditadura. Na medida em que ela destruiu os canais tradicionais de representação política parlamentar, toda a resistência hoje é subterrânea. Dessa forma, a oposição não pode ser vigiada e controlada, muito menos exterminada. O problema é maior justamente nas grandes cidades, onde o controle da população é dificílimo.
É justamente no ambiente urbano que o trabalho dos missionários cristão se propaga de forma viral. Fala-se em mais de um milhão de convertidos apenas nos últimos cinco anos. As lideranças islâmicas estão planejando a instituição de julgamentos sumários para o "crime de apostasia". Como é fácil imaginar, a punição sugerida é a pena de morte.
As redes sociais aparentemente se transformaram em uma tendência irreversível. No entanto, ainda está faltando compreender a real profundidade de suas implicações para a privacidade e a segurança de informação. Os serviços que existem hoje, podem simplesmente desaparecer amanhã.
Isso pode ocorrer em meio a um processo de consolidação do mercado, ou devido à obsolescência de certas tecnologias. Pode ser devido a alguma revolução nos meios e processos de estocagem de informação, ou mesmo uma inovação imprevista na tecnologia de transmissão de dados.
Por outro lado, a resiliência das redes de computadores não foi nem de longe testada em uma situação de stress geopolítico real. Poderia ser algo como uma guerra convencional de grandes proporções, ou a ocorrência de sucessivos ataques terroristas de alta intensidade com o uso de bombas radioativas ou biológicas. Poderia até mesmo acontecer que essas ações sejam exclusivamente virtuais, já que é sabido que a China está investindo aceleradamente em sua capacidade de atacar a Rede.
Em qualquer desses cenários, uma quantidade gigantesca de informação será irremediavelmente perdida. Os danos nem mesmo podem ser estimados, pois eles envolverão não apenas a perda de dados comerciais e bancários, mas também o desaparecimento dos próprios registros e memórias de vida de milhões de pessoas. Contatos pessoais e de trabalho; coleções de links, de música, de fotos, de filmes, ou de documentos de todo o tipo.
Uma precaução deveria ser tomada por todos para minizar os riscos: espalhar seus arquivos por um grande número de redes sociais. Isso minimizaria os riscos decorrentes de ataques intencionais, ou de falhas decorrentes de acidentes tecnológicos e de catástrofes naturais.
Alguns exemplos: se suas fotos estão estocadas no Flickr, tenha também uma conta no Photobucket ou no Panoramio; se o seu blog está hospedado no Typepad, mantenha-o também atualizado no Vox ou no LiveJournal; se seus links e históricos de navegação estiverem guardados apenas no Technorati, considere mantê-los também no Ma.gnolia. Até mesmo contas de email devem ser redundantes, desde que mantidas em diferentes servidores.
Qualquer precaução, por maior que seja, ainda é insuficiente. E a tendência é de que os riscos cresçam de forma exponencial.
A idéia de que a sociedade moderna está cada vez mais secularizada é lugar comum disseminado por jornalistas e acadêmicos. Mas é importante notar que a secularização generalizada da sociedade é um fenômeno quase que exclusivamente europeu; e que a de-sacralização dos espaços sociais, embora defendida por muitos e por muito tempo, até hoje foi rejeitada pelo mundo real.
Embora em ditaduras marxistas como China, Coréia do Norte e Cuba, a religião seja duramente reprimida e/ou controlada pelo estado, em muitos países democráticos a situação é bem diferente. Multidões lotam estádios e espaços públicos. A cada evento religioso de massa, é reforçado o laço das multidões com o sagrado.
O principal elemento desses eventos é, em geral, a música. Em torno dela são distribuídos os demais elementos da prática religiosa no espaço público. Da mesma forma a música, religiosa ou secular, é uma mercadoria extremamente valorizada. A indústria musical movimenta enormes volumes de dinheiro em todo o planeta, e a música religiosa já representa uma substancial fatia do mercado global.
Apesar disso, a organização dos festivais religiosos e musicais, muitas vezes, ou é amadorística ou é feita por empresas especializadas em eventos seculares. Isso gera problemas evidentes, pois os públicos que demandam eventos religiosos e seculares são muito diferentes. Na verdade, deve-se lembrar que essa é uma área do Turismo, turismo religioso, que costuma ser relegada a segundo plano.
É possível, mediante algumas generalizações, estabelecer dois tipos-ideais. Deve ser lembrado que uma generalização não esgota a compreensão da realidade. Generalizações nem mesmo têm a pretensão de objetividade, elas apenas são ferramentas úteis para sublinhar certos aspectos, permitindo avançar na construção de bases para a resolução de problemas reais.
Então, quais seriam esses tipos-ideais ?
Tipo 1: Eventos musicais seculares: Os objetivos principais da participação nesse tipo de evento são a estimulação dos sentidos e o estabelecimento de relacionamentos. As pessoas que freqüentam eventos seculares tendem a ser em sua maior parte muito jovens, descompromissados, liberais em termos de comportamento, moral, vestuário. Isso leva diretamente à questão da segurança do evento, pois álcool e drogas são comuns, e a violência física não é rara. Casos de intoxicação e trauma podem requerer socorro médico imediato.
Tipo 2: Eventos musicais religiosos: O que leva as pessoas a eles são a celebração do sagrado e a adoração. Os freqüentadores de eventos religiosos formam um público bem mais heterogêneo. Jovens, adultos e idosos estão indistintamente representados em meio ao público, e é visível a presença de famílias inteiras, o que leva a um elevado número de crianças muito jovens. Os requisitos de segurança policial e médica são menores em número e diferentes em qualidade, e têm muito mais relação com crianças perdidas e atendimento a idosos que com desordem e criminalidade.
Tendo isso em mente, dever-se-ia descobrir quais seriam as oportunidades para a organização profissional de eventos no campo da Religião. O organizador de eventos deveria responder de forma eficiente e criativa às demandas desse mercado tão específico, ao mesmo tempo em que maximizaria a lucratividade de sua empresa.
Para que possa agir de forma eficiente, o empresário de turismo, promotor ou gerenciador de eventos religiosos precisa ter uma visão clara sobre a natureza do fenômeno religioso.