Social media e segurança
Como a maior parte das pessoas tem pouco conhecimento sobre a segurança de informação, assim também elas não sabem o quanto suas informações são valiosas para pessoas ou instituições mal-intencionadas. Dessa forma, não se preocupam em assegurar seu direito à privacidade online.
À medida que usamos dia após dia a internet, deixamos um rastro que é seguido com facilidade pelos mecanismos de busca. Os cookies, registrados em nossos computadores pelos sites que visitamos, são uma rica fonte de informação para os mecanismos de busca, dos quais o onipresente Google é o mais conhecido e perigoso.
Como se não bastasse isso, os sites usam cada vez mais recursos com a tecnologia Flash, da Adobe. Essa empresa tornou o Flash em um poderoso coletor, que estoca muito mais informações que os cookies tradicionais. E seu cache apenas pode ser desabilitado a partir do próprio site da Adobe, ao contrário dos cookies, que podem ser destruídos diretamente pelo próprio usuário.
Aos registros de cookies e Flash devem ser somados os arquivos cache dos browsers, que também podem ser usados para coleta de informações sobre os nossos rastros. Embora haja algo de positivo nessa facilidade de coleta de informação, como o combate à ação de criminosos, por outro lado é intolerável o seu potencial como elemento destruidor dos direitos civis.
Governos tecnologicamente capacitados podem espionar à vontade a vida privada de seus cidadãos. E quanto mais informação eles coletam sobre os indivíduos, mais poderosos eles se tornam. Isso se torna um desastre e uma ameaça direta à liberdade, principalmente se pensarmos como são poucos o os países que têm leis que impedem funcionários governamentais de violarem a privacidade de seus cidadãos. O país que estabelece mais barreiras à ação do estado contra a população é o Canadá, que chega a considerar a coleta governamental não autorizada de informação como crime.