Cristandade avança no mundo islâmico
Notícias vindas do coração do império islâmico dão conta de um fenômeno surpreendente. Missionários ocidentais, agindo clandestinamente no Iran, estão convertendo ao Cristianismo um número cada vez maior de muçulmanos xiitas.
Grande parte dos conversos é constituída de jovens de menos de trinta anos. Eles são as principais vítimas do reacionarismo cultural da ditadura dos aiatolás, e anseiam por medidas de liberalização que são prometidas há décadas, mas jamais implementadas.
Desiludidos não somente com seu próprio governo, mas também por uma Europa que prefere manter boas relações com a ditadura, eles passaram a se voltar para as igrejas cristãs. Elas oferecem a eles não somente uma visão de liberdade e modernidade, mas também novas formas de organização. A resistência antiislâmica passou a se organizar em pequenas células, baseadas em grupos de oração e adoração.
O combate ås conversões está em mãos da polícia secreta da teocracia. Mas, cada vez mais, ela é uma força efetiva apenas nas regiões mais rurais e atrasadas do país. As aldeias são controladas com mão-de-ferro pela casta sacerdotal, que impõe as leis emanadas do coração do poder.
O Cristianismo é uma força que assusta a ditadura. Na medida em que ela destruiu os canais tradicionais de representação política parlamentar, toda a resistência hoje é subterrânea. Dessa forma, a oposição não pode ser vigiada e controlada, muito menos exterminada. O problema é maior justamente nas grandes cidades, onde o controle da população é dificílimo.
É justamente no ambiente urbano que o trabalho dos missionários cristão se propaga de forma viral. Fala-se em mais de um milhão de convertidos apenas nos últimos cinco anos. As lideranças islâmicas estão planejando a instituição de julgamentos sumários para o "crime de apostasia". Como é fácil imaginar, a punição sugerida é a pena de morte.