Comentário de Julio Severo: O texto abaixo, publicado originalmente no jornal esquerdista The New York Times, foi reproduzido em português pelo portal Terra. Infelizmente, a ênfase e preocupação principal do The New York Times não são a corrupção e a malandragem dos grupos esquerdistas, mas o conservador que os está incomodando. Por pura coincidência, as ONGs desmascaradas receberam milhões de dólares de Obama.
A seguir, matéria do The New York Times com todo o seu peso esquerdista em cima do jovem que está irritando os esquerdistas americanos:
Provocador político irrita esquerda nos EUA pelo YouTube
James E. O'Keefe é um ativista norte-americano de 25 anos cuja câmera escondida eletrizou o Congresso dos Estados Unidos na semana passada ao apresentar vídeos polêmicos mostrando comportamentos impróprios de funcionários de uma associação nacional, a Acorn, que reúne organizações comunitárias e recebe verbas do governo federal. Até mesmo o presidente Barack Obama comentou o fato neste final de semana.
É a pegadinha na era da internet, um instrumento político fatalmente efetivo que O'Keefe ajudou a iniciar entre seus colegas universitários. Ele irritou liberais ao convidá-los a serem amigos de correspondência de terroristas detidos e, mais morbidamente, gravou a equipe da organização de planejamento familiar Planned Parenthood concordando com a condição de que sua doação serviria apenas para o aborto de bebês negros.
Mas nunca seu trabalho teve tanto impacto quanto desta vez em que expôs funcionários da Acorn. Disfarçados de cafetão e prostituta, O’Keefe e uma amiga que conheceu pelo Facebook, Hanna Giles, de 20 anos, realizaram visitas a vários escritórios da organização Acorn e mostraram seus funcionários de baixo-escalão em cinco diferentes cidades ávidos por ajudar em evasão fiscal, tráfico humano e prostituição infantil.
Os vídeos começaram incendiando programas de entrevista conservadores e se disseminaram pela imprensa dos Estados Unidos e pelo Congresso, enquanto O’Keefe e Giles revelavam outros vídeos de mais cidades onde funcionários da Acorn haviam se portado mal. O apresentador Jon Stewart, do célebre programa de TV "Daily Show", do canal Comedy Central, deu destaque para os vídeos e, na quinta-feira, uma proposta na Câmara de Deputados de cortar todo o dinheiro federal para a ACORN foi aprovada por 345 a 75 votos.
Em entrevista telefônica na noite de quinta-feira, enquanto ele editava ainda mais gravações sobre a Acorn, O’Keefe disse que quando aceitou a ideia de Giles para visitarem a associação, "pensei que conseguiríamos alguns trechos" que valeriam a pena postar na web. "Sou um nerd magrelo, o cafetão menos convincente do mundo", disse.
Apesar disso, uma sucessão de funcionários da Acorn aconselhou o casal sobre como traficar garotas salvadorenhas para os Estados Unidos, falsificar um pedido de empréstimo para comprar uma casa que seria usada como bordel e até declarar as prostitutas menores de idade como dependentes, para retornos fiscais.
"Foi uma surpresa absoluta", disse O'Keefe. Mas isso é um padrão frequente em suas excêntricas operações, disse ele: "As pessoas me falam, 'Eles nunca vão dizer sim', mas sempre dizem". Repetidas vezes, seus pedidos encontraram respostas crédulas, ignorantes ou incriminadoras, criando minutos instigantes na internet.
Quando ligou para um escritório da Planned Parenthood em Columbus, Ohio, para dizer que queria financiar abortos de minorias, afirmando que "havia negros demais em Ohio", o assistente administrativo riu ao telefone e concordou com seus termos.
Quando ligou para a filial de Idaho, um prestativo oficial de desenvolvimento lhe disse que "com certeza" poderia direcionar sua doação somente a abortos de bebês afro-americanos, não levantando qualquer objeção mesmo após a explicação de que seu objetivo era proteger seu filho de competição futura no vestibular devido a ações afirmativas.
Em nota na sexta-feira, a Planned Parenthood afirmou que "gravações fortemente editadas e sem consistência foram parte de uma campanha para macular a imagem da Planned Partenhood através de alegações falsas".
A Acorn respondeu inicialmente de maneira semelhante, mas mudou de tom esta semana, dizendo que havia afastado funcionários e melhoraria o treinamento e a supervisão.
O'Keefe já está sendo comparado até mesmo ao célebre documentarista americano Michael Moore. Mas nem todos os conhecidos de O'Keefe concordam. "Michael Moore vai atrás dos ricos e poderosos. James não está fazendo isso. Ele vai atrás de burocratas de baixo escalão e pessoas que estão tentando ajudar pessoas de baixa renda", afirmou um ex-colega da universidade de O'Keefe, Liz Farkas.
Filho de um engenheiro de materiais e uma fisioterapeuta, O'Keefe cresceu em Westwood, Nova Jersey, tornou-se escoteiro e estrelou no musical "Crazy for You" no último ano do colégio. Após se formar em Filosofia da Universidade de Rutgers em 2006, ele trabalhou por um ano no Leadership Institute, grupo sediado nos arredores de Washington que treina jovens conservadores em campi universitários. O'Keefe era "muito eficaz e muito entusiasmado", disse Morton Blackwell, fundador do instituto.
Mas Blackwell conta que O'Keefe foi convidado a se retirar porque havia a preocupação de que seu trabalho em vídeo pudesse violar regras da agência de fiscalização tributária americana que impedem que grupos sem fins lucrativos tentem influenciar a legislação.
O'Keefe disse considerar o escritor britânico G. K. Chesterton sua "referência intelectual" e se chama de "radical progressivo", não um conservador, porque quer mudar as coisas, "não mantê-las". Mas suas opiniões, descritas por ele como pró-mercado e antigoverno, se parecem com o conservadorismo tradicional.
Será que toda cobertura da mídia sobre seu último projeto o tornou célebre demais para se disfarçar novamente? O'Keefe descartou a ideia. "Francamente, estou só começando", disse ele.
Tradução: Amy Traduções
Fonte: The New York Times e Terra
Divulgação: www.juliosevero.com
Chuck Colson
24 de agosto de 2009 (Notícias Pró-Família) — Hoje marca o aniversário de 250 anos de William Wilberforce, estadista cristão que, durante 18 árduos anos, liderou a cruzada contra o abominável comércio de escravos da Inglaterra. Não consigo pensar num presente melhor que eu pudesse dar a meus ouvintes do que lhes dizer sobre algumas das características que tornaram Wilberforce um homem que mudou profundamente a história — e cujo legado de forma tão profunda moldou minha vida.
Falar de Wilberforce é falar de cosmovisão bíblica em ação. Quando Wilberforce, um dos membros mais jovens do Parlamento, veio a Cristo, ele pensou em abandonar seu cargo político e se tornar pastor.
Graças a Deus, William Pitt, que se tornou mais tarde o mais jovem primeiro-ministro da Grã-Bretanha, o convenceu do contrário. Numa carta a seu estimado amigo, Pitt escreveu: “Certamente os princípios e as práticas do Cristianismo são simples e levam não só à meditação, mas também à ação”.
E aliás, para Wilberforce, a fé cristã significava ação. Ele não conseguia ficar de braços cruzados e ver a imago Dei de cada pessoa, a imagem de Deus, abusada. Sua cruzada muito impopular contra o comércio de escravos arruinou sua saúde e custou-lhe um elevado preço político. Ele agüentou agressões verbais e até foi desafiado a um duelo por um irado capitão de navio negreiro.
E quando a Revolução Francesa começou, o que havia sido uma posição impopular se tornou perigosa. À medida que clamores de liberdade, igualdade e fraternidade irromperam da França para a Inglaterra, Wilberforce e seus colegas abolicionistas que criam tão fortemente na igualdade humana foram de repente vistos com suspeita pelo povo britânico.
Apesar disso, Wilberforce perseverou ano após ano. Escrevendo sobre se desistir da luta, Wilberforce comenta, “um homem que teme a Deus não tem liberdade” de fazer isso.
Mas a cosmovisão de Wilberforce o conduziu a se envolver em mais do que apenas a questão da escravidão. Ele lutou pela reforma do sistema prisional. Ele fundou ou participou de 60 instituições de caridade. Ele convenceu o Rei George III a decretar uma proclamação incentivando a moralidade e restabeleceu a Sociedade da Proclamação para assegurar a promoção da moralidade. Ele cuidava da criação de Deus, fundando a Sociedade para a Prevenção de Crueldade contra os Animais. E ele promoveu iniciativas missionárias, como fundar a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.
Creio que à medida que vamos entendendo a profundidade de nossa própria cosmovisão cristã, ela não nos forçará a uma vida meramente de contemplação, mas de ação. Só podemos conhecer mais a Deus sendo movidos a amar mais os outros— e ter interesse ardente na justiça, misericórdia e verdade.
Leia o resto desse comentário em inglês aqui.
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
William Wilberforce’s Great Grandson Says if Alive Today Wilberforce Would Fight Abortion
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/mar/08033106.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/09/feliz-aniversario-william-wilberforce-o.html
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/aug/09082415.html
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Agora ficou mais fácil defendê-lo
Luiz Carlos Lodi da Cruz
Quando um juiz, abusando de sua autoridade e contrariando a lei, ousa emitir uma sentença autorizando o crime do aborto, o meio processual mais adequado para defender o bebê em gestação é o pedido de Habeas Corpus com concessão de liminar. Originariamente, o Habeas Corpus não foi concebido para impedir um homicídio, mas a prisão de alguém, uma “violência ou coação em sua liberdade de locomoção” (art. 5º, LXVIII, CF). No entanto, ninguém pode ter liberdade de locomoção se está morto. O direito de ir e vir supõe o direito à vida. Por isso, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que o Habeas Corpus é uma via processual adequada para proteger uma criança ameaçada de aborto. Eis o trecho de um acórdão que impediu o aborto de um bebê anencéfalo:
... não há se falar em impropriedade da via eleita [o Habeas Corpus], já que, como é cediço, o writ se presta justamente a defender o direito de ir e vir, o que, evidentemente, inclui o direito à preservação da vida do nascituro (STJ, HC 32159, Rel. Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 17-02-2004 e publicado em 22-03-2004).
O Habeas Corpus tem, além de tudo, a vantagem ter tramitação prioritária em relação às outras ações, de poder ser impetrado por qualquer pessoa do povo, de não ter custas processuais e de nem sequer requerer a participação de um advogado.
Mais ainda: não é necessário que a pessoa que sofre coação (paciente) dê uma procuração para ser representada em juízo. Essa última vantagem não deve ser menosprezada. Quando uma gestante deseja praticar um aborto, ela (que é representante legal do nascituro ou bebê em gestação) não dará a um terceiro uma procuração para defender seu filho, contrariando o interesse dela. Isso torna inviável o uso do Mandado de Segurança para impedir um aborto. Esse inconveniente é evitado pelo Habeas Corpus.
Até hoje, porém, dificilmente um tribunal concederia ordem de Habeas Corpus para salvar um nascituro ameaçado de morte quando se alegasse que o aborto é o único “meio” para salvar a vida da gestante ou quando a gravidez resultasse de estupro. Isso porque, infelizmente, os desembargadores costumam acreditar que nessas duas hipóteses, descritas no artigo 128 do Código Penal, o aborto é “permitido”. Essa interpretação — que vai além da letra do dispositivo, que diz apenas “não se pune” – baseia-se na crença de que o nascituro não é pessoa, segundo a primeira parte do artigo 2º do Código Civil: “a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida”. Se ele não é pessoa, mas apenas expectativa de pessoa, sua vida poderia ser violada em benefício da mãe, que já é pessoa.
Esse foi o entendimento do Ministro Carlos Ayres Britto, relator da ADI 3510, o qual se posicionou em favor da destruição de embriões humanos. Segundo o relator, o fato de o aborto ser crime não significa que o nascituro seja uma pessoa. E mais: se o nascituro fosse pessoa, não seria possível existir aborto “legal”! Leiamos seu raciocínio:
Não que a vedação do aborto signifique o reconhecimento legal de que em toda gravidez humana já esteja pressuposta a presença de pelo menos duas pessoas: a da mulher grávida e a do ser em gestação. Se a interpretação fosse essa, então as duas exceções dos incisos I e II do art. 128 do Código Penal seriam inconstitucionais, sabido que a alínea a do inciso XLVII do art.5º da Magna Carta Federal proíbe a pena de morte (salvo “em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX”)[1].
Na época em que Ayres Britto disse isso, o Supremo Tribunal Federal ainda não havia consolidado o entendimento acerca do status hierárquico do Pacto de São José da Costa Rica. Hoje, porém, com o julgamento do Habeas Corpus 87.585-8 TO e dos Recursos Extraordinários 349703/RS e 466.343/SP, tornou-se pacífico que essa Convenção tem um nível superior a todas as leis ordinárias, como o Código Civil e o Código Penal. Eis o que diz um trecho do acórdão do RE 349703/RS, publicado em 05/06/2009:
Desde a adesão do Brasil, sem qualquer reserva, ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (art. 11) e à Convenção Americana sobre Direitos Humanos — Pacto de San José da Costa Rica (art. 7º, 7), ambos no ano de 1992, não há mais base legal para prisão civil do depositário infiel, pois o caráter especial desses diplomas internacionais sobre direitos humanos lhes reserva lugar específico no ordenamento jurídico, estando abaixo da Constituição, porém acima da legislação interna. O status normativo supralegal dos tratados internacionais de direitos humanos subscritos pelo Brasil torna inaplicável a legislação infraconstitucional com ele conflitante, seja ela anterior ou posterior ao ato de adesão. Assim ocorreu com o art. 1.287 do Código Civil de 1916 e com o Decreto-Lei n° 911/69, assim como em relação ao art. 652 do Novo Código Civil (Lei n° 10.406/2002).
Estando “abaixo da Constituição, mas acima da legislação interna”[2], o Pacto de São José da Costa Rica torna inaplicável o artigo 652 do Código Civil (que permite a prisão do depositário infiel) e a primeira parte do artigo 2º do mesmo Código (que nega o reconhecimento da personalidade ao nascituro). De fato, a Convenção afirma em seu artigo 3º: “toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica”. Mas, o que a Convenção chama de “pessoa”? A resposta está no artigo 1º, n. 2.: “para os efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano”. Logo, segundo a Convenção, todo ser humano (= toda pessoa) tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica!
Que o nascituro seja um ser humano, nem sequer o negou o Ministro Carlos Ayres Britto: “o início da vida humana só pode coincidir com o preciso instante da fecundação de um óvulo feminino por um espermatozóide masculino”[3]. Logo, o nascituro é pessoa!
O recentíssimo reconhecimento do nível supralegal do Pacto de São José da Costa Rica afasta a aplicação de qualquer dispositivo que venha a negar a personalidade do nascituro (como o artigo 2º, CC), bem como a aplicação de qualquer norma que se interprete como “permissão” para o aborto (como os dois incisos do art. 128, CP).
A conclusão prática de tudo isso é que hoje qualquer cidadão pode, com base no referido Pacto, impetrar Habeas Corpus não apenas em favor de um nascituro deficiente (aborto eugênico), mas ainda em favor de um nascituro que se pretenda abortar como “meio” de salvar a vida da gestante ou quando a gravidez resulte de estupro. É preciso, porém, no corpo da petição, fazer referência explícita ao reconhecimento da personalidade do nascituro pelo Pacto de São José da Costa Rica e do status supralegal dessa Convenção.
Como ilustração, transcrevemos um acórdão do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo em que já se fazia referência à importância do Pacto subscrito e ratificado pelo Brasil. Note-se porém que naquela época (1998), o STF ainda atribuía a essa Convenção o nível hierárquico de lei ordinária. O artigo 4º do Código Civil então vigente (de 1916) corresponde ao artigo 2º do atual Código (de 2002):
Em boa hora se vem invocando nos Pretórios o Pacto de São José de Costa Rica (Convenção Americana sobre Direitos Humanos), que se fez direito interno brasileiro, e que, pois, já não se configura, entre nós, simples meta ou ideal de lege ferenda. É mesmo reclamável seu cumprimento integral, porque essa Convenção foi acolhida sem reservas pelo Estado brasileiro. Parece que ainda não se compreendeu inteiramente o vultoso significado da adoção do Pacto entre nós: bastaria lembrar, a propósito, pela vistosidade de suas conseqüências, que seu art. 2º modificou até mesmo o conceito de pessoa versado no art. 4º do Código Civil, já que, atualmente, pessoa, para o direito posto brasileiro, é todo ser humano, sem distinção de sua vida extra ou intra-uterina. Projetos, pois, destinados a viabilizar a prática de aborto direto ou a excluir antijuridicidade para a prática de certos abortamentos voluntários conflitam com a referida Convenção (Habeas Corpus n.º 323.998/6, Tacrim-SP, 11ª Câm., v. un., Rel. Ricardo Dip, j.29.6.1998).
Queira Deus que no julgamento do mérito da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54 (ADPF 54), que pretende a liberação do aborto de crianças anencéfalas, os defensores da vida no STF usem — e usem bem — a poderosíssima arma pró-vida do Pacto de São José da Costa Rica.
Notas
[1] Voto do relator na ADI 3510, 5 mar. 2008, n. 28, p. 32.
[2] Esse é o entendimento majoritário. Há porém os Ministros Celso de Mello, Cézar Peluzo, Ellen Gracie e Eros Grau, que defendem o status constitucional do Pacto de São José da Costa Rica.
[3] Voto do relator na ADI 3510, 5 mar. 2008, n. 30, p. 35.
Novas investigações de campo confirmam cumplicidade do FNUAP na política coerciva de controle populacional da China
Kathleen Gilbert
FRONT ROYAL, Virginia, 7 de julho de 2009 (Notícias Pró-Família) — O Instituto de Pesquisa Populacional (IPP) está aumentando as pressões no governo de Obama por entregar 50 milhões de dólares ao Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP) com a notícia de mais outra investigação confirmando a cumplicidade do FNUAP nas políticas coercivas de controle da natalidade na China.
Em março e maio de 2009, o IPP realizou duas investigações separadas, cobrindo 6 “municípios modelos” do FNUAP. Esses municípios em que o FNUAP afirma que suas campanhas “removeram metas e cotas de natalidade e introduziram uma abordagem de qualidade de assistência” — uma alegação que os investigadores chamam de “ultrajante”.
O investigador do IPP Colin Mason e o presidente Steven Mosher dizem que descobriram que não só as medidas coercivas permanecem em vigor, mas a situação é de algumas maneiras pior do que nos anos anteriores, quando uma investigação original levou o governo de Bush a parar o financiamento do FNUAP com o dinheiro de impostos americanos.
“Fomos pessoalmente aos lugares em que o FNUAP atua e descobrimos que a afirmação do FNUAP de ter desempenhado um papel catalítico na introdução de uma abordagem de saúde reprodutiva voluntária na China é patentemente absurda”, disse Mason. “A política é exatamente tão coerciva nessas áreas como em qualquer outra”.
“Mulheres continuam a ser presas pelo crime de engravidar”, disse Steven Mosher. “Elas continuam sendo obrigadas a abortar seus bebês. As minorias continuam sendo alvos. Os deficientes são proibidos de ter filhos. Essas violações de direitos humanos estão ocorrendo bem debaixo do nariz do FNUAP. É ridículo sugerir que os especialistas de controle populacional da ONU não sabem acerca deles”.
Em 2001, o IPP entregou ao Departamento de Estado dos EUA um dossiê das atividades do FNUAP na China. A resposta do Presidente Bush foi enviar delegados do Departamento de Estado numa segunda investigação. Embora a equipe tivesse sido bem recebida e acompanhada pelo governo chinês, as autoridades concluíram que o FNUAP era de fato cúmplice das coercivas políticas de controle da natalidade da China, e o financiamento de assistência externa foi cortado do FNUAP em 2002.
Contudo, dias depois de assumir a presidência em janeiro, o Presidente Obama anunciou que voltaria a financiar o FNUAP sem comentar as investigações.
De acordo com a lei americana, conhecida como emenda Kemp-Kasten, nenhum financiamento originário de impostos pode ir para uma organização que apóie o controle da natalidade coercivo. Quando o FNUAP foi beneficiado com 50 milhões de dólares do projeto de lei de diversas verbas, incluiu-se uma cláusula que especificamente isentava o FNUAP da proibição Kemp-Kasten.
O projeto de lei explicitamente proibia que o dinheiro fosse usado para financiar programas na China. Mas não há evidência de que o dinheiro do FNUAP é insubstituível, e poderia pois ser usado para liberar outros fundos para uso na China. Além disso, a emenda Kemp-Kasten proíbe que financiamentos sejam dados para organizações que apóiam tais programas, em vez de proibir os próprios programas.
“A lei dos Estados Unidos é clara: os dólares de nossos impostos não devem ser usados para financiar abortos ou medidas coercivas no exterior”, disse Mosher. “Mas é igualmente claro que o FNUAP está envolvido precisamente no que a lei proíbe”.
“Pedimos que o Congresso reconheça, ainda que o presidente não queira, que o financiamento ao FNUAP é de fato financiamento para o planejamento familiar coercivo na China. Tal financiamento tem de ser suspenso imediatamente”.
Mosher disse para LifeSiteNews.com numa entrevista hoje que ele ouviu os relatos de abusos de direitos humanos contados por residentes de três dos municípios “modelos” do FNUAP em maio: o Município Autônomo de Fengning Manchu e o Município de Wenshui. Em Fengning, Mosher falou com vários habitantes que confirmaram que “multas pesadas e abortos forçados são a ordem do dia”.
O IPP diz que os municípios do FNUAP também facilitam as metas eugênicas do governo chinês. Mosher falou acerca de seu encontro com uma mulher muda no município de Luan, de quem a equipe investigativa ficou sabendo que ela havia sido esterilizada a força.
“Ela era muito inteligente, e muito amistosa, e entre as pessoas mais animadas que encontrei enquanto eu estava na China — ela se comunicava mediante gestos manuais”, disse ele. “Então chegamos ao assunto de filhos, e ela havia sido esterilizada, porque era muda. E o que as pessoas não percebem acerca da política de um só filho na China é que é também uma política eugênica…
“Bebês deficientes são mortos no nascimento; se uma pessoa com uma deficiência se inscreve para se casar, ela poderá receber permissão para casar, mas primeiro precisa ser esterilizada. Portanto, a China não quer nenhum filho de pessoas que nasceram mesmo com pequenas deficiências”.
Mosher disse que um relatório acerca das investigações mais recentes seria completado nesta semana e enviado para várias autoridades do governo de Obama, que não deram nenhuma resposta à investigação do IPP em março envolvendo semelhantes municípios “modelos” do FNUAP na China.
Mosher expressou frustração com a disposição de Obama de aceitar as próprias alegações do FNUAP sem fazer crítica alguma, em contraste imenso com a reação do governo de Bush em 2001.
“Se não acreditam em nós, o governo deveria examinar por si mesmo este problema”, disse ele.
Veja cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
U.S. Dept. of State Announces $50 Million Contribution to UNFPA
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/mar/09032712.html
On-the-Ground China Investigation Re-Confirms UNFPA Complicit in Coercive One-Child Policy
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/mar/09032501.html
Congress Snubs Proposed Amendments Blocking Coerced Abortion/Sterilization Funding
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09022605.html
UNPFA Loses $235 Million Due to Pro-Life Group’s Efforts
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/jul/08070206.html
UNFPA Supports Coercive Family Planning-Including Forced Abortion-in China
http://www.lifesitenews.com/ldn/2001/oct/011005c.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09070709.html
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.
Por: Diogo Mainardi
“Eu queimaria pessoalmente qualquer livro israelense que se encontrasse nas bibliotecas do Egito”.
A frase é de Farouk Hosni, o ministro da Cultura egípcio. Ele a pronunciou num congresso de seu partido, em 10 de maio de 2008. O diretor do Centro Simon Wiesenthal acusou-o de se inspirar em outro ministro da Cultura incendiário: Josef Goebbels. Acusou-o também de ter disponibilizado a TV estatal do Egito a um notório negador do Holocausto, Roger Garaudy, o antigo filósofo comunista que se converteu ao islamismo — o Cat Stevens de Auschwitz.
Farouk Hosni é candidato ao cargo de presidente da UNESCO. Isso mesmo, da UNESCO: o organismo internacional que se ocupa prioritariamente de livros e bibliotecas. Quem o apóia? O Brasil. O Itamaraty. Lula. Celso Amorim. Apoiamos um antissemita. Apoiamos um queimador de livros. É o nosso “Fahrenheit 451” diplomático.
Mas o antissemitismo é só um dos aspectos escandalosos da candidatura de Farouk Hosni. Há outro. Uma das metas da UNESCO, segundo seus estatutos, é promover os princípios democráticos. Há até um departamento de Democracia na UNESCO, que zela pela liberdade de opinião e pela liberdade de imprensa. Farouk Hosni é ministro da Cultura do regime militar de Hosni Mubarak. O mesmo Mubarak que persegue seus opositores. O mesmo Mubarak que pretende transferir o poder para seu filho, Gamal. O mesmo Mubarak que tem a prerrogativa, entre muitas outras, de nomear os diretores dos principais jornais do país, todos pertencentes ao Estado. E tem mais: Farouk Hosni é o ministro da Cultura do Egito desde 1987. Isso significa que nosso candidato para a UNESCO, aquele que terá de tutelar os valores da democracia, da liberdade de opinião, da liberdade de imprensa, está enraizado no poder, em sua suserania ministerial, há exatamente 22 anos, protegido por um ditador.
Para apoiar Farouk Hosni, o Itamaraty abandonou a candidatura de um diplomata brasileiro, Márcio Barbosa. Especulou-se que isso poderia ser usado numa barganha com os países árabes para eleger Celso Amorim à chefia de outro organismo da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica. Celso Amorim negou esse propósito, declarando que o Brasil apoiaria a candidatura do sul-africano Abdul Minty para a AIEA. Faz sentido. Abdul Minty, assim como Celso Amorim e Lula, defende o programa nuclear iraniano, opondo-se a qualquer medida retaliatória contra o regime de Mahmoud Ahmadinejad, o negador do Holocausto, o Roger Garaudy radioativo, o Cat Stevens de Natanz. Ahmadinejad esnobou o convite de Lula para visitar o Brasil. Quem sabe Roger Garaudy aceite.
Fonte: Revista Veja
Secretária de Estado Hillary Clinton confessa que Obama trabalhará para desmantelar as leis mundiais que restringem o aborto
Kathleen Gilbert
WASHINGTON, D.C, 23 de abril de 2009 (LifeSiteNews.com) — Numa audiência da Comissão de Assuntos Externos da Câmara dos Deputados dos EUA ontem, a Secretária de Estado Hillary Clinton foi confrontada em seu compromisso declarado de promover a agenda global da eugenista Margaret Sanger, e foi questionada se o governo de Obama trabalharia para derrubar as leis pró-vida no mundo inteiro — Clinton confirmou essa prioridade.
Numa audiência para debater a política externa do governo de Obama, Chris Smith, deputado federal de Nova Jérsei, questionou Clinton nas declarações dela ao receber o prêmio Margaret Sanger da Federação de Planejamento Familiar em 27 de março. Clinton disse que ela estava “realmente deslumbrada” com a fundadora da Federação de Planejamento Familiar.
“O movimento de direitos reprodutivos do século 20, realmente personificado na vida e liderança de Margaret Sanger, foi um das coisas que mais transformaram a história inteira da raça humana”, Clinton havia dito. Ela também disse que o trabalho de Sanger “ainda não está terminado”.
Smith ontem perguntou para Clinton acerca dos elogios dela à agenda eugênica de Sanger, dizendo que “é extraordinariamente difícil ver como alguém poderia se deslumbrar” com Sanger, que “não guardava segredo nenhum” de suas opiniões.
“Com o respeito devido, senhora secretária, o legado de Sanger foi na verdade de transformação, mas não para melhor, se por acaso somos pobres, sem direitos, fracos, deficientes físicos, negros e bebês em gestação, ou entre os muitos tão chamados seres humanos indesejáveis que Sanger queria excluir e exterminar da raça humana”, disse Smith.
“Os livros e artigos de Sanger exalam desprezo por aqueles que ela considera indignos de viver”, continuou ele. “Sanger era uma eugenista e racista descarada, e eu cito aqui o que ela mesma declarou, “A coisa mais misericordiosa que uma família faz para um de seus bebês é matá-lo”.
“Ela também disse, em outra ocasião, ‘A eugenia é a via mais adequada e completa para solucionar os problemas raciais, políticos e sociais’”.
Smith perguntou, “Como parte do trabalho de Sanger que ainda não foi terminado”, se o governo de Obama busca “de algum modo enfraquecer ou derrubar as leis e políticas pró-vida em países africanos e latino-americanos, quer diretamente ou por meio de organizações multilaterais, inclusive e principalmente as Nações Unidas, a União Africana ou a Organização dos Estados Americanos, ou por meio de financiamento de ONGs como a Federação Internacional de Planejamento Familiar?”
Clinton respondeu: “Tenho a forte opinião de que você tem o direito de promover [o que você quiser] e todos os que concordam com você deveriam ter a liberdade de promover [o que você quiser] em qualquer lugar do mundo, e nós também temos esse direito”. (Vídeo em inglês com as respostas da Secretária Clinton: http://www.youtube.com/watch?v=-gEA97EnxE4)
Clinton confirmou que o governo de Obama define “saúde reprodutiva” como abrangendo o aborto e que “nós somos agora um governo que protegerá os direitos das mulheres, inclusive seus direitos à assistência de saúde reprodutiva”.
O deputado federal Jeff Fortenberry de Nebraska também disse para Clinton que ele estava “pasmo” com o compromisso dela com Sanger, e que ele estava “profundamente entristecido” com a resposta dela ao Dep. Smith.
“Sanger defendia a eliminação dos deficientes físicos, dos oprimidos das crianças negras”, objetou Fortenberry. “Não creio que essas ideologias têm um lugar em nossa sociedade pluralista”.
Condenando o uso de dinheiro de impostos para financiar o aborto em outros países como ”uma forma de neocolonialismo” que é “elitista, paternalista e uma agressão à dignidade dos pobres”, Fortenberry desafiou Clinton em vez disso a adotar uma política externa que “sustente os talentos da mulher e a vida abrigada dentro dela”.
Clinton respondeu frisando que a “escolha” de carregar ou matar um bebê em gestação tem de estar disponível “para todas as mulheres”.
Comentando acerca de uma declaração posterior sobre as observações de Clinton, Smith disse: “É evidente que a senhora Clinton e o presidente Obama querem forçar a tragédia do aborto nas mulheres ao redor do mundo, principalmente e inclusive em países em que líderes democraticamente eleitos querem continuar a proteger seus bebês em gestação.
“Há outros jeitos de se proteger, cuidar e ajudar as mulheres e os bebês, com alimentação, nutrição, água limpa e assistência de saúde que respeite a dignidade da vida”, disse ele.
“A incapacidade da Secretária Clinton de ver isso significará que mais bebês morrerão e mais mulheres sofrerão as conseqüências do aborto como resultado da política externa dos EUA em outros países”.
(Vídeo em inglês com as respostas da Secretária Clinton: http://www.youtube.com/watch?v=-gEA97EnxE4)
Políticas de Obama estão provocando mudanças
© 2009 WorldNetDaily
Uma nova pesquisa de opinião pública do Gallup indica que os americanos estão mudando fortemente para uma posição pró-vida. Essa mudança de posição reflete uma reação à percepção do que significa um verdadeiro pró-aborto para o presidente Barack Obama, de acordo com um analista.
“Barack Obama revelou o que significa ser pró-aborto — abortos financiados pelo dinheiro do contribuinte do imposto de renda, a eliminação de normas de bom senso, a anulação de normas que protegem médicos e serviços de saúde que não querem realizar abortos”, disse Wendy Wright, diretora de Concerned Women for America.
“Ser pró-aborto significa tirar as escolhas das pessoas — o direito à vida do bebê, o direito de uma mulher conhecer os danos do aborto antes de fazer tal cirúrgia, o direito do contribuinte de imposto de renda de não ser forçado a pagar pelo aborto de outras mulheres, a liberdade de serviços de saúde de não participarem de abortos”, disse ela.
A pesquisa do Gallup revelou que 51 por cento dos americanos agora se identificam como pró-vida e 42 como pró-aborto
A pesqsuisa descreveu a mudança como “significativa” em comparação com a pesquisa feita um ano atrás, quando os números eram contrários. Naquele ponto, 50 por cento se consideravam pró-aborto e 44 por cento se consideravam pró-vida.
Numa declaração, Wright comentou que o ultra-som é mais acessível agora, e as mulheres estão mais abertas a expressar remorso de abortos que fizeram. Mas ela disse que o acontecimento mais importante é o presidente mais pró-aborto da história dos EUA.
A pesquisa do Gallup disse: “É possível que, por meio de suas políticas de aborto, Obama esteja empurrando um pouco o público a entender que ser pró-aborto é ser politicamente esquerdista. Embora os democratas apóiem isso, como geralmente eles apóiam tudo o que Obama está fazendo, isso pode estar levando os outros na direção oposta”.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND
Para ler sobre Obama e sua obsessão de promover o aborto, veja estes artigos:
Tortura e morte no governo de Obama? Só para os inocentes
O primeiro ato de Obama como presidente
Rabinos dos EUA mostram solidariedade ao Vaticano contra medidas anti-vida de Obama
População precisa se mobilizar urgentemente
Julio Severo
Atenção: Publique e distribua amplamente esta mensagem
Está tramitando na Câmara dos Deputados o PL 6.418/2005, de autoria do senador petista Paulo Paim. Esse projeto, que já foi aprovado no Senado, está parado desde julho de 2007 na Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados.
O texto original do senador Paim, que foi aprovado no Senado, fortalece a luta contra o preconceito no Brasil — em si só, já preocupante, pois o Brasil socialista anti-“preconceito”, que aceita radicais antissemitas como o presidente do Irã, vem usando leis anti-preconceito para perseguir até mesmo líderes cristãos que alertam contra a bruxaria (ops, “cultura” afro-brasileira). Mesmo sem tal lei absurda, um livro do Pe. Jonas Abib contra a feitiçaria foi proibido na Bahia.
Para piorar, ao chegar à Câmara dos Deputados, o projeto sofreu um implante gayzista, onde como relatora a Dep. Janete Pietá, do mesmo PT de Lula que quer a todo custo criminalizar palavras contrárias ao homossexualismo, introduziu no PL um substantivo anti-“homofobia” que é pior que o PLC 122/2006.
O PL 6.418/2005 original, que já previa o banimento e recolhimento de toda literatura que o governo considere preconceituosa, agora também prevê o banimento e recolhimento de toda literatura que o governo considere “homofóbica”. Tal medida cedo ou tarde implicará em sério risco para a publicação e distribuição da Bíblia Sagrada e livros evangélicos e católicos que tratem desfavoravelmente o homossexualismo. Aliás, mesmo sem tal lei draconiana, um livro evangélico contra o homossexualismo no Mato Grosso do Sul foi judicialmente retirado das lojas.
Com esse projeto aprovado, programas de TV e rádio que apresentem o homossexualismo de forma desfavorável ou negativa serão censurados e proibidos. Consequências adicionais, cedo ou tarde, serão: Pais precisarão de autorização estatal antes de levar filhos a reuniões que critiquem o homossexualismo, pois a crítica ao homossexualismo (não a glorificação do homossexualismo nas escolas públicas) será considerada problema grave e impróprio para menores.
Igrejas e escolas cristãs acabarão tendo de assinar documentos estatais se comprometendo a retirar crianças e adolescentes de reuniões onde o homossexualismo não seja tratado da forma que o Estado impõe. Crianças e adolescentes, que são cada vez mais expostos a aulas pró-homossexualismo nas escolas públicas, não mais poderão ser expostos a pregações ou programas que critiquem o homossexualismo sem permissão direta do governo e Conselhos Tutelares, sob risco de os pais serem presos ou perderem a guarda dos filhos. E adivinhe para quem o governo acabará entregando a guarda?
Mesmo sem o implante gayzista no PL 6.418/2005, as conseqüências são sérias. Enquanto as crianças serão forçadas nas escolas públicas a aprender sobre a bruxaria vinda da África (ops, “cultura” afro-brasileira), os valores cristãos não poderão ser ensinados como cultura.
Programas e projetos do candomblé e umbanda serão promovidos como “cultura”, enquanto que toda crítica à bruxaria será considerada como “racismo” e “discriminação”. Um pastor negro do Rio de Janeiro está sofrendo covarde perseguição do Ministério Público por causa de uma lei anti-“preconceito”.
O PL 6.418/2005 é um projeto tão ameaçador que merece ser denunciado por todos os meios de comunicação que se preocupam com o bem-estar social. O PT tentou colocá-lo para uma votação sorrateira em agosto de 2007, mas eu e o Dr. Zenóbio Fonseca preparamos um alerta nacional contra essa manobra. (Para ler nosso alerta da época, siga este link: http://juliosevero.blogspot.com/2007/08/alerta-gravssimo-o-brasil-est-sob-o.html)
Essa surpresa esquerdista desagradável só não teve êxito por causa dos olhos atentos de uma grande assessora evangélica. Graças ao excelente trabalho da Dr. Damares Alves, pudemos ter todas as informações confidenciais para conscientizar a população e dar uma “surpresa” para a manobra do PT.
Depois de nosso alerta, o projeto ficou parado. Fomos vitoriosos naquela batalha.
Agora, o monstro ressurge das sombras. Semana passada, líderes políticos assinaram um requerimento para que o PL 6.418/2005 anti-“homofobia” e anti-“preconceito” seja votado com urgência máxima no plenário da Câmara dos Deputados, sem nem mesmo antes ser votado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias e na Comissão de Constituição e Justiça.
Aparentemente, acharam que, como o projeto estava parado há quase dois anos, todos já haviam esquecido. Começaram então a manobrar de novo.
Com a articulação do governo Lula, que apóia descaradamente a glorificação do homossexualismo e a criminalização de cristãos anti-sodomia, essa manobra tem tudo para ser aprovada no plenário da Câmara, sem maiores discussões.
Resta à população se mobilizar, antes que seja obrigada a engolir goela abaixo mais um “democrático” projeto do PT.
Quando o assunto é implantar leis contrárias à família e a vida, a esquerda não descansa. Essa é uma lição importante para todos os que defendem a vida e a família: Nunca descansar.
De que forma se mobilizar:
Escrevendo aos deputados. A lista completa dos emails deles está aqui, em formato Excel. Para fazer o download, é só clicar aqui.
Você pode também mandar mensagens aos deputados através do sistema automático da Câmara, clicando aqui.
Para ver o PL 6.418/2005 na íntegra, clique aqui.
Fonte: www.juliosevero.com
Por Olavo de Carvalho
À medida que se espalha a consciência da debacle total das nossas universidades públicas e privadas, cresce o número de brasileiros que, valentemente, buscam estudar em casa e adquirir por esforço próprio aquilo que já compraram de um governo ladrão – ou de ladrões empresários de ensino – e jamais receberam.
Quase dez anos atrás a Fundação Odebrecht – no mais, uma instituição admirável – me perguntou o que eu achava de uma campanha para cobrar do governo um ensino de melhor qualidade. Respondi que era inútil. De vigaristas nada se pede nem se exige. O melhor a fazer com o sistema de ensino era ignorá-lo. Se queriam prestar ao público um bom serviço, acrescentei, que tratassem de ajudar os autodidatas, aquela parcela heróica da nossa população que, de Machado de Assis a Mário Ferreira dos Santos, criou o melhor da nossa cultura superior. O meio de ajudá-los era colocar ao seu alcance os recursos essenciais para a auto-educação, que é, no fim das contas, a única educação que existe. Cheguei a conceber, para isso, uma coleção de livros e DVDs que davam, para cada domínio especializado do conhecimento, não só os elementos introdutórios indispensáveis, mas as fontes para o prosseguimento dos estudos até um nível que superava de muito o que qualquer universidade brasileira poderia não só oferecer, mas até mesmo imaginar.
Minha sugestão foi gentilmente engavetada, e, com ou sem campanha de cobrança, o ensino nacional continuou declinando até tornar-se aquilo que é hoje: abuso intelectual de menores, exploração da boa-fé popular, crime organizado ou desorganizado.
Na mesma medida, o número de cartas desesperadas que me chegam pedindo ajuda pedagógica multiplicou-se por dez, por cem e por mil, transcendendo minha capacidade de resposta, forçando-me a inventar coisas como o programa True Outspeak, o Seminário de Filosofia Online e outros projetos em andamento. E ainda não dou conta da demanda. As cartas continuam vindo, e o pedido que mais se repete é o de uma bibliografia filosófica essencial. É pedido impossível. O primeiro passo nessa ordem de estudos não é receber uma lista de livros, mas formá-la por iniciativa própria, na base de tentativa e erro, até que o estudante desenvolva uma espécie de instinto seletivo capaz de orientá-lo no labirinto das bibliotecas filosóficas. O que posso fazer, isto sim, é fornecer um critério básico para você aprender a discernir à primeira vista, entre os autores que falam em nome da filosofia, quais merecem atenção e quais seria melhor esquecer.
Tive a sorte de adquirir esse critério pelo exemplo vivo do meu professor, Pe. Stanislavs Ladusãns. Quando ele atacava um novo problema filosófico – novo para os alunos, não para ele –, a primeira coisa que fazia era analisá-lo segundo os métodos e pontos de vista dos filósofos que tinham tratado do assunto, em ordem cronológica, incorporando o espírito de cada um e falando como se fosse um discípulo fiel, sem contestar ou criticar nada. Feito isso com duas dúzias de filósofos, as contradições e dificuldades apareciam por si mesmas, sem a menor intenção polêmica. Em seguida ele colocava em ordem essas dificuldades, analisando cada uma e por fim articulando, com os elementos mais sólidos fornecidos pelos vários pensadores estudados, a solução que lhe parecia a melhor.
A coisa era uma delícia, para dizer o mínimo. Num relance, compreendíamos o sentido vivo daquilo que Aristóteles pretendera ao afirmar que o exame dialético tem de começar pelo recenseamento das “opiniões dos sábios” e tentar articular esse material como se fosse uma teoria única. Cada filósofo tem de pensar com as cabeças de seus antecessores, para poder compreender o status quaestionis – o estado em que a questão chegou a ele. Fora disso, toda discussão é puro abstratismo bocó, opinionismo gratuito, amadorismo presunçoso.
A conclusão imediata era a seguinte: a filosofia é uma tradição e a filosofia é uma técnica. Chega-se ao domíno da técnica pela absorção ativa da tradição e absorve-se a tradição praticando a técnica segundo as várias etapas do seu desenvolvimento histórico.
Note-se a imensa diferença que existe entre adquirir pura informação, por mais erudita que seja, sobre as idéias de um filósofo, e levá-las à prática fielmente, como se fossem nossas, no exame de problemas pelos quais sentimos um interesse genuíno e urgente. A primeira alternativa mata os filósofos e os enterra num sepulcro elegante. A segunda os revive e os incorpora à nossa consciência como se fossem papéis que representamos pessoalmente no grande teatro do conhecimento. É a diferença entre museologia e tradição. Num museu pode-se conservar muitas peças estranhas, relíquias de um passado incompreensível. Tradição vem do latim traditio, que significa “trazer”, “entregar”. Tradição significa tornar o passado presente através da revivescência das experiências interiores que lhe deram sentido. A tradição filosófica é a história das lutas pela claridade do conhecimento, mas como o conhecimento é intrinsecamente temporal e histórico, não se pode avançar nessa luta senão revivenciando as batalhas anteriores e trazendo-as para os conflitos da atualidade.
Muitas pessoas, levadas por um amor exagerado à sua independência de opiniões (como se qualquer porcaria saída das suas cabeças fosse um tesouro), têm medo de deixar-se influenciar pelos filósofos, e começam a discutir com eles desde a primeira linha, isto quando já não entram na leitura armadas de uma impenetrável carapaça de prevenções.
Com o Pe. Ladusãns aprendíamos que, no conjunto, as influências se melhoram umas às outras e até as más se tornam boas. Incorporadas à rede dialética, mesmo as cretinices filosóficas mais imperdoáveis em aparência acabam se revelando úteis, como erros naturais que a inteligência tem de percorrer se quer chegar a uma verdade densa, viva, e não apenas acertar a esmo generalidades vazias.
Algumas regras práticas decorrem dessas observações:
1. Quando você se defrontar com um filósofo, em pessoa ou por escrito, verifique se ele se sente à vontade para raciocinar junto com os filósofos do passado, mesmo aqueles dos quais “discorda”. A flexibilidade para incorporar mentalmente os capítulos anteriores da evolução filosófica é a marca do filósofo genuíno, herdeiro de Sócrates, Platão e Aristóteles. Quem não tem isso, mesmo que emita aqui e ali uma opinião valiosa, não é um membro do grêmio: é um amador, na melhor das hipóteses um palpiteiro de talento. Muitos se deixam aprisionar nesse estado atrofiado da inteligência por preguiça de estudar. Outros, porque na juventude aderiram a tal ou qual corrente de pensamento e se tornaram incapazes de absorver em profundidade todas as outras, até o ponto em que já nada podem compreender nem mesmo da sua própria. Uma dessas doenças, ou ambas, eis tudo o que você pode adquirir numa universidade brasileira.
2. Não estude filosofia por autores, mas por problemas. Escolha os problemas que verdadeiramente lhe interessam, que lhe parecem vitais para a sua orientação na vida, e vasculhe os dicionários e guias bibliográficos de filosofia em busca dos textos clássicos que trataram do assunto. A formulação do problema vai mudar muitas vezes no curso da pesquisa, mas isso é bom. Quando tiver selecionado uma quantidade razoável de textos pertinentes, leia-os em ordem cronológica, buscando reconstituir mentalmente a história das discussões a respeito. Se houver lacunas, volte à pesquisa e acrescente novos títulos à sua lista, até compor um desenvolvimento histórico suficientemente contínuo. Depois classifique as várias opiniões segundo seus pontos de concordância e discordância, procurando sempre averiguar onde uma discordância aparente esconde um acordo profundo quanto às categorias essenciais em discussão. Feito isso, monte tudo de novo, já não em ordem histórica, mas lógica, como se fosse uma hipótese filosófica única, ainda que insatisfatória e repleta de contradições internas. Então você estará equipado para examinar o problema tal como ele aparece na sua experiência pessoal e, confrontando-o com o legado da tradição, dar, se possível, sua própria contribuição original ao debate.
É assim que se faz, é assim que se estuda filosofia. O mais é amadorismo, beletrismo, propaganda política, vaidade organizada, exploração do consumidor ou gasto ilícito de verbas públicas.
Matt Barber
Exclusivo: Matt Barber cita semelhanças surpreendentes entre os “progressistas” e os sacrificadores de crianças
“O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol”. (Eclesiastes 1:9 NVI)
Os liberais de hoje — ou “progressistas”, nome mais discreto pelo qual preferem ser chamados — atuam movidos por uma idéia errada e estranha. Em outras palavras, não há nada nem de longe “progressista” nos dogmas fundamentais de sua cega religião humanista e secular. Aliás, o liberalismo moderno é em grande parte a versão recauchutada e esterilizada de uma mitologia antiquada — uma mitologia que existe antes do único movimento que realmente traz progresso: o Cristianismo bíblico.
Enquanto eu estava visitando a Igreja Evangélica Presbiteriana Rivermont em Lynchburg, Va., poucas semanas atrás, ouvi uma pregação preocupante, mas que me levou a pensar muitas coisas. O Pr. John Maybray falou sobre o antigo costume cananita da adoração a Baal e, embora não tenha revelado por nome, ele fez uma ligação com seu descendente moderno: o esquerdismo e o liberalismo. Baal, o deus da fertilidade que era meio touro e meio homem, era o ponto central da idolatria pagã no Israel semítico antes de Deus ter revelado Sua natureza monoteísta para os precursores do Judaísmo.
Em seu sermão, o Pr. Maybray ilustrou que, embora tenham adquirido um aroma mais moderno, os princípios fundamentais da adoração a Baal permanecem vivos e muito bem hoje. As principais colunas do baalismo eram o sacrifício de crianças, a imoralidade sexual (tanto heterossexual quanto homossexual) e o panteísmo (adoração da criação acima do Criador).
A adoração ritualística a Baal, em resumo, parecia um pouco deste jeito: Os adultos costumavam se reunir em volta do altar de Baal. Recém-nascidos eram então queimados vivos como oferta sacrificial ao deus Baal. Em meio a gritos horríveis e ao cheiro de carne humana queimada, os adoradores — homens e mulheres, sem distinção — se engajariam em orgias bissexuais. O ritual da conveniência tinha como propósito produzir prosperidade econômica estimulando Baal a mandar chuvas para que a “mãe terra” experimentasse fertilidade.
As conseqüências naturais de tal conduta — gravidez e parto — e os pesos financeiras associados às “gravidezes não planejadas” eram facilmente resolvidos. O adorador poderia escolher se engajar em relações homossexuais ou poderia simplesmente — com a disponibilização legal do sacrifício de crianças — participar de outra cerimônia de fertilidade para eliminar o bebê indesejado.
O liberalismo moderno é pouca coisa diferente de seu antigo antecessor. Embora seus rituais macabros tenham sido modificados e maquiados com termos floridos e eufemistas de arte, seus principais dogmas e práticas permanecem assustadoramente semelhantes. A adoração da “fertilidade” foi substituída pela adoração da “liberdade reprodutiva” ou “liberdade de escolha”. Os sacrifícios de crianças por meio de oferendas de fogo foram atualizados, ainda que levemente, para se tornarem sacrifícios de crianças por meio de abortos cirúrgicos ou químicos. A promoção, prática e celebração ritualista da imoralidade e promiscuidade heterossexual e homossexual foram cuidadosamente camufladas — e adotadas com entusiasmo — pelas religiões do feminismo radical, do movimento homossexual militante e do movimento que quer implantar abrangente educação sexual nas escolas. E a adoração panteísta da “mãe terra” foi substituída — apenas no nome — pelo ambientalismo radical.
Entretanto, não são somente aqueles que se intitulam “progressistas” ou humanistas seculares que adotaram as colunas fundamentais do baalismo. Nestes tempos pós-modernos, estamos lamentavelmente vendo o advento do “Cristianismo emergente”, que é contrário à Bíblia, ou como prefiro chamá-lo, “semi-Cristianismo”.
Essa tendência é meramente um liberalismo todo embonecado e imerecidamente carimbado como “cristão”. É um jeito de ideólogos esquerdistas terem seu “cristianismo” e o praticarem. Sob o pretexto da “justiça social”, seus seguidores muitas vezes apóiam — ou pelo menos desculpam — as mesmas políticas pró-homossexualismo, pró-aborto e pró-ambientalismo radical promovidas pelos modernos adoradores de Baal.
Embora a “esquerda cristã” represente uma minoria insignificante dentro do Cristianismo maior, apesar disso os meios de comunicação liberais abraçaram a causa deles e adotaram a popularidade deles entre as elites como prova de que a tão chamada “direita cristã” (leia-se: Cristianismo bíblico) está perdendo influência — que o Cristianismo está, de certo modo, “acompanhando a evolução dos tempos”.
Pelo fato de que o Cristianismo emergente não consegue passar pelo teste de autenticidade toda vez que é sujeito ao exame bíblico mais leve, suspeito que com o tempo ele acabará em grande parte se extinguindo. Mas isso não absolve os líderes evangélicos de sua obrigação de cobrar explicações acerca dessa heresia de outros líderes envolvidos nessa revolução contrária aos princípios bíblicos. Não é uma questão de direita versus esquerda; é uma questão de certo e errado — de princípios bíblicos versus princípios não bíblicos.
Apesar disso, as colunas acima mencionadas do baalismo pós-moderno — aborto, relativismo sexual e ambientalismo radical — quase que certamente farão rápido progresso nos próximos quatro a cinco anos, com ou sem a ajuda da esquerda cristã. Os deuses do liberalismo têm um novo sacerdote supremo na pessoa de Barack Obama, e desfrutam muitos seguidores devotos nos meios de comunicação liberais, nas instituições de ensino e no Congresso controlado pelos liberais democratas.
Tanto a agenda social de Obama quanto a agenda do 111º Congresso americano abundam de desenfreados objetivos de aborto, liberdade sem ética, homossexualismo e ambientalismo radical. O mesmo tipo de “esperança, ação e mudança”, suponho eu, que os cananitas de Baal do passado engoliram.
Portanto, o liberalismo de hoje é realmente apenas um velho livro com uma lustrosa capa nova. Uma filosofia enraizada nas antigas tradições pagãs, das quais nada há para se orgulhar.
É verdade: “não há nada novo debaixo do sol”.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: WND